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domingo, 21 de novembro de 2010

Contraponto 4020 - O Globo e Folha “torturam” Dilma

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21/11/2010

O Globo e Folha “torturam” Dilma

..."Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia.
E fui barbaramente torturada, senador...
E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia,
de que tenho imenso orgulho”.

Blog do Miro - domingo, 21 de novembro de 2010

Por Altamiro Borges


Ainda lambendo as feridas da derrota do seu candidato, a mídia demotucana já afia as suas armas para “torturar” a presidenta Dilma Rousseff. No seu arsenal, ela não vacila em utilizar os arquivos da ditadura, dando voz aos torturadores e carrascos. Com base num processo movido pela Folha, o Superior Tribunal Militar liberou nesta semana alguns documentos deste sombrio período. O STM bem poderia liberar também os relatórios sobre a cumplicidade da mídia com os golpistas.

Jogo sujo e combinado

Na sexta-feira, 19, o jornal O Globo – pertencente à famíglia Marinho, que ergueu o seu império com o apoio dos golpistas – foi o primeiro a explorar o arquivo. Pareceu até jogo combinado. A ávida Folha conseguiu os papéis e O Globo deu a largada com o título “Documentos da ditadura dizem que Dilma 'assessorou' assaltos a bancos”. O jornal informa que os dezesseis volumes de anotações liberados pelo STM “descrevem a ex-militante como figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e ‘assessorou assaltos a bancos’, e nunca se arrependeu”.

Com base nas opiniões dos carrascos, O Globo diz que Dilma era chamada de “Joana D’Arc da subversão” e que seria “uma figura feminina de expressão tristemente notável”. Ele ainda destaca o relatório sobre os militantes da VAR-Palmares escrito pelo delegado Newton Fernandes. Em 12 linhas, ele traça o “perfil” de Dilma: “Uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais... É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas... Trata-se de uma pessoa de dotação intelectual bastante apreciável”.

O rótulo de “terrorista”

No sábado, 20, foi a vez de a Folha fazer escarcéu com os documentos. Sem contextualizar a luta de resistência à ditadura – inclusive reconhecendo que a famíglia Frias apoiou o golpe e até ajudou a transportar presos políticos para a tortura –, o jornal estampou na capa: “Dilma tinha o código de acesso a arsenal usado por guerrilha”. A matéria informa que a “revelação foi feita em 1970 sob tortura por ex-colega da petista na luta armada”. Nas entrelinhas, fica implícito o seu objetivo de carimbar em Dilma Rousseff o rótulo de “terrorista”.

“A presidente eleita zelava, junto com outros dois militantes, pelo arsenal da VAR-Palmares... Entre os armamentos, havia 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral, 100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de ‘dinamite granulada’ e 30 frascos com substâncias para ‘confecção de matérias explosivas’, como ácido nítrico. Além de caixas com centenas de munições”. Noutro trecho, diz que este arsenal foi usado em assaltos a bancos e mercados e que Dilma Rousseff era informada destas “operações armadas” com três dias de antecedência.

Enfrentar os saudosos da ditadura

As duas primeiras “reporcagens” com base nos arquivos da ditadura liberados pelo STM comprovam que a mídia demotucana não dará trégua à presidenta eleita. O objetivo é enquadrá-la, ameaçando com seu arsenal de baixarias, e desgastá-la. Neste esforço, a mídia oligárquica, que clamou pelo golpe militar de 1964 e que apoiou ativamente os generais-carrascos, tentará omitir os seus próprios crimes. É preciso firmeza para enfrentar os saudosos da ditadura militar. Dilma Rousseff foi uma heroína da luta pela democracia; já a mídia golpista foi cúmplice das torturas e assassinatos.

É preciso manter a mesma coragem que a ex-ministra demonstrou quando foi “interrogada” pelo senador Agripino Maia, em 2008. Na ocasião, diante do demo, ela relatou as bárbaras torturas que sofreu e reafirmou a sua luta contra a ditadura. “Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira... Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador... E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho”.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Contraponto 2924 - "Arthur Virgílio e Agripino Maia também rifam Serra da campanha"

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03/08/2010


Arthur Virgílio e Agripino Maia também rifam Serra da campanha

Arthur e Agripino

Vermelho - 3 de Agosto de 2010 - 9h46

De todos os sumiços anotados pela cúpula da campanha de José Serra, nenhum causa mais espécie que o de Arthur Virgílio (PSDB-AM), informa a coluna "Painel" da Folha de S.Paulo. É mais um capítulo para a série de debandadas tucanas na eleição.

Na duríssima tentativa de viabilizar sua reeleição, Virgílio se aliou ao candidato a governador Alfredo Nascimento (PR), que apoia a presidenciável Dilma Rousseff. Com isso, o senador rifou a campanha presidencial tucana no Amazonas.

Outra praça a preocupar o comando serrista é o Rio Grande do Norte. Ali a oposição tem a líder nas pesquisas, Rosalba Ciarlini (DEM), pupila do senador Agripino Maia (DEM). Mas a campanha esconde o candidato presidencial. Trata-se de conselho da marquetagem para não contrariar o eleitorado tão simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e potencial apoiador de Dilma.

A situação de Serra já era complicada, conforme revelou levantamento da Folha. Com 25 dias de campanha, os candidatos a governador aliados ao tucano nos oito maiores colégios eleitorais do país — que representam 94 milhões de eleitores — ainda não haviam incorporado a imagem de Serra em seus santinhos, adesivos e cartazes.

Até sexta-feira (30), só a campanha de Antonio Anastasia, em Minas Gerais, começava – timidamente e sob muita pressão – a produzir material casado. Mesmo em São Paulo, base de Serra, ainda não há material com ele ao lado de Geraldo Alckmin, exceto painéis em encontros de sua coligação.

Nos sites dos candidatos nesses oito estados, não havia um único material de campanha casado disponível para download. Nem mesmo na apresentação das páginas havia uma foto do candidato. A foto oficial de Serra, em alta resolução, está disponível no seu site oficial desde o início da corrida presidencial. Com ou sem Serra, o custo de imprimir um adesivo, por exemplo, é o mesmo.

Na campanha a governador de Marcos Cals (PSDB-CE), em vez do presidenciável Serra, o postulante à reeleição no Senado Tasso Jereissati é onipresente nas propagandas. Segundo José Liberato, coordenador da campanha de Cals, Serra ainda não entrou por "dúvidas na hora de contabilizar os custos" da impressão da imagem do candidato.

No Paraná, onde Beto Richa (PSDB) lidera as pesquisas e por onde Serra iniciou oficialmente sua campanha, a promessa era que o material casado comece a ser distribuído nesta segunda-feira. Ou seja, quando a campanha estará quase entrando na quarta semana.

O “esquecimento” se estende a Pernambuco, segundo maior eleitorado do Nordeste, região onde Serra tem o pior desempenho nas pesquisas. A coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos (PMDB) disse, na quarta-feira, que a imagem do tucano chegara na véspera. Até sábado, contudo, ainda não havia material casado.

Coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra nega que os aliados estejam escondendo deliberadamente a imagem do presidenciável tucano nos estados. Ele mesmo disse não ter Serra em seus santinhos para deputado federal. Segundo Guerra, por erro na montagem do material.

Mas, ao tentar minimizar o problema, o coordenador de Serra aponta uma razão equivocada: diz que a falda de material casado atinge também a campanha Dilma Rousseff (PT) – o que não é verdade. A imagem de Dilma acompanhava o material de campanha de seus aliados em sete dos oito maiores estados.

Guerra citou um exemplo equivocado da Paraíba – em que a imagem de José Maranhão (PMDB), aliado de Dilma, estaria associada exclusivamente ao presidente Lula. "Por que tinha material dele só com o Lula? Porque o Lula dá voto, e a Dilma não dá", disse Guerra. O material de Maranhão, no entanto, inclui Dilma.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Contraponto 1993 - "Serra visita Rabo-de-Palha de José Agripino"


21/042010

"Serra visita Rabo-de-Palha de José Agripino"

Amigos do Presidente - Zé Augusto - quarta-feira, 21 de abril de 2010
Vídeo em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 21/04/2010 às 16:44hs



Hoje, 21/04/2010, José Agripino recebeu José Serra (PSDB/SP) em Natal, onde encontra-se com prefeitos e lideranças demo-tucanas potiguares.

Será que deixará rabo de palha?

Em 1985 quando José Agripino Maia (DEMos/RN) era governador do Rio Grande do Norte pelo PFL (antigo nome do DEM), houve a primeira eleição direta para prefeitos das capitais após a ditadura.

Ele, como governador, convocou 120 prefeitos do interior (onde não haveria eleições naquele ano) para uma reunião, acertando o que constituiria o maior escândalo eleitoral da história do Rio Grande do Norte, muito antes do mensalão do DEM em Brasília.

José Agripino simplesmente instruiu os prefeitos a comprar títulos eleitorais, distribuir presentes, incentivar tumultos nos processos de votação e apuração e, ainda, usar veículos oficiais com placas frias para transportar eleitores do interior para a capital. O caso ficou conhecido como Escândalo Rabo-de-Palha, rótulo fornecido pelo próprio José Agripino, que ao final de uma reunião pediu:

- Não podemos deixar rabo-de-palha.

Alguém gravou e vazou. O vídeo mostra alguns dos "melhores" momentos.

A íntegra do áudio de 1985 é encontrada no link: http://bit.ly/n7BvH
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Contraponto 1613 - Agripino quer voto... engraçadinho!

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12/03/2010


Hummm! que estranho!: Agripino elogia governo Lula em entrevista

Amigos do Presidente - sexta-feira, 12 de março de 2010

Em entrevista ao Jornal 96 (96 FM) desta sexta-feira (12), o senador José Agripino Maia (DEM) amenizou as críticas ao governo federal, dizendo que o Presidente Lula (PT) “teve muito mais acertos do que equívocos” e "fez dos pobres menos pobres". O democrata listou êxitos do governo Lula no (Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, aumento do salário mínimo, poltíca de crédito, controle da inflação) e afirmou que Lula "fez coisas importantes pelo Brasil". Agripino comentou ainda sobre o chamado "Mensalão do DEM" em Brasília, a sucessão no Rio Grande do Norte e a aprovação da mudança na distribuição dos royalties do petróleo.Confira aqui o áudio da entrevista dada pelo líder do DEM no Senado no Jornal 96, da 96 FM, na manhã desta sexta-feira (12).
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domingo, 22 de novembro de 2009

Contraponto 777 - Quem tem medo de Dilma?

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22/11/2009
Dilma está disposta ir ao Congresso para explicar blecaute











Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou, hoje (22), que está disposta, "se for o interesse do governo e do Parlamento", a comparecer ao Congresso para prestar os esclarecimentos sobre o blecaute ocorrido há duas semanas em 18 estados. A oposição, na Câmara e no Senado, quer o comparecimento da ministra sob o argumento de que Dilma Rousseff é a responsável pelo atual marco regulatório do setor elétrico.

Acompanhada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra esteve, pela manhã, na sede do Diretório Nacional do PT, em Brasília, para votar na eleição do novo comando do partido. Perguntada sobre o assunto pelos jornalistas, ela não poupou o PSDB e o Democratas (DEM). Dilma Rousseff acusou a oposição de ter "memória curta" e qualificou de exagero querer comparar um blecaute de cinco horas com o racionamento de energia no governo Fernando Henrique Cardoso de "cinco anos e 11 meses".

Ao tratar dos dois episódios, a ministra recorreu até mesmo a uma comparação entre as festas de Natal durante o apagão no governo anterior e as que acontecerão neste ano. "Sabe aquela árvore de Natal que tem na Lagoa Rodrigo de Freitas [na cidade do Rio de Janeiro]? Sabe aquela outra que tem no Parque Ibirapuera [na cidade de São Paulo]? Sabe aquela outra que tem ali no Rio Grande do Sul? Ou em Natal ou em qualquer outro estado? A hipótese de você ter árvore de Natal em 2001 e 2002 era zero, porque não tinha energia. Hoje nós temos árvore de Natal", disse.

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PITACO DO Contraponto PIG

Quem deve ter medo da ida de Dilma ao Congresso é o Agripino
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domingo, 13 de setembro de 2009

Contraponto 256 - Lula dará o troco?


13/09/2009


Lula mira Tasso, Virgílio e Perillo

Do Blog os amigos do presdente Por Por: Helena™, Domingo, 13 de Setembro de 2009


Para o nosso final de domingo, eu gostaria de propor a vocês, um debate dessa notícia que está no jornal O Estado de S.Paulo de hoje. Você concorda, discorda, acha que o jornal exagerou., ou é apenas chororo da oposição? Dê a sua opinião!Leia a matéria na íntegra

Lula mira Tasso, Virgílio e Perillo

Presidente articula palanques regionais para evitar a reeleição de senadores considerados inimigos políticos

A agenda eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não trata só da articulação de palanques regionais fortes para a candidata oficial, Dilma Rousseff. O planejamento estratégico também cuida de uma espécie de "lista negra" com alvos a abater nas urnas. A lista tem três senadores tucanos - Marconi Perillo (GO), Tasso Jereissati (CE) e Arthur Virgílio (AM).

Todos os acordos eleitorais patrocinados pelo Planalto nas regiões desses candidatos miram a derrota dos inimigos políticos. O jogo do Planalto fica visível sobretudo no Ceará, onde o presidente não esconde nem dos velhos aliados de Tasso a disposição de tirar-lhe a cadeira de senador.

Como são duas vagas em cada Estado, além de apoiar a eleição do peemedebista Eunício Oliveira, o presidente decidiu lançar a candidatura de seu ministro da Previdência Social, deputado José Pimentel (PT). Não satisfeito, ainda procurou os irmãos Gomes - o governador cearense, Cid Gomes (PSB), e o pré-candidato do PSB a presidente, deputado Ciro Gomes - pedindo apoio para Pimentel.

Fechados com Eunício, os irmãos acusaram a pressão, argumentando que gostariam de manter apenas um compromisso, para poder compor informalmente com o parceiro de sempre, Tasso. "Mas é este mesmo que eu quero derrotar", teria dito Lula, segundo relato da conversa levado ao senador tucano. "O Lula está articulando com o fígado, contra os que lhe fazem oposição", protesta Tasso, que na eleição passada rompeu com o candidato tucano ao governo, Lúcio Alcântara, e conservou a parceria com Cid e Ciro. "Não sei se o presidente se move por puro rancor ou se a estratégia dele é para diminuir a oposição e o Brasil ficar cada vez mais parecido com a Venezuela de Chávez."

Não por acaso, quem encabeça a lista negra há quase quatro anos é Perillo. Lula não perdoa o fato de o ex-governador de Goiás ter "jogado" para derrubá-lo da Presidência nos tempos difíceis da crise do mensalão, quando chegou-se a falar em impeachment.

Na campanha de 2006, quando Lula jurava não ter conhecimento do pagamento de uma espécie de mesada para comprar votos de aliados na Câmara, Perillo engrossou o coro do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e revelou que alertara o presidente sobre o mensalão.

O troco está sendo dado agora, com o apoio do Planalto aos principais adversários de Perillo no Estado. Além da parceria com o PMDB do prefeito de Goiânia, Iris Resende, Lula também está empenhado em lançar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao governo de Goiás, só para dificultar ainda mais a volta do tucano ao governo estadual.

Virgílio é outro que Lula faz gosto em despejar do Senado. Ele foi para a lista negra quando, em meio a uma explosão de indignação com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o dossiê da Casa Civil contra tucanos, subiu à tribuna e ameaçou "bater na cara" do presidente.

MAIS ALVOS

Há outros nomes que o presidente pretende abater nas urnas, como o líder do DEM, José Agripino (RN), e o ex-petista Cristovam Buarque (PDT-DF).

Os petistas dizem que o presidente "acumula" raiva contra Agripino. Lula já subiu nos palanques de Natal determinado a derrotar a candidata de Agripino, Micarla de Souza, mas ela se elegeu prefeita em 2008.

A motivação maior do rancor contra Agripino foi o caixa, já que o presidente responsabiliza o líder do DEM pela derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - o imposto do cheque, que daria ao governo mais R$ 40 bilhões anuais. Lula disse à época que o parlamentar virou os votos de alguns indecisos, como o senador Romeu Tuma (PTB-SP).

Ex-ministro e ex-petista, Cristovam também se queixa da intervenção de Lula na política do Distrito Federal. Em Brasília, petistas falam até em aliança com o PMDB do ex-governador Joaquim Roriz, justamente aquele que derrotou Cristovam no projeto do próprio PT de reeleição para o governo do DF.

"De fato, Lula está usando um certo ódio pessoal que pode atrapalhar os arranjos locais", acusa o senador pedetista. Ele diz que a sua ideia era disputar uma vaga de senador com o apoio do PT local, mas o cenário mudou. "Hoje, essa aliança está praticamente descartada."
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PITACO DO ContrapontoPIG

Para usar o linguajar futebolístico do presidente - creio que esta mais do que na hora do Lula reagir.

Há sete anos vem levando "tostões", "carrinhos", "dedadas", "cusparadas" e todo tipo de jogada suja no futebol da política do Brasil.

Esta corja de adversários nunca jogou limpo e agora quer fazer a coisa na base do fair play.

Vai nessa não, Lula. Segue em frente no teu intento. Vale "cotovelada", "cama de gato" , "rasteira" e tudo. Estes adversários não merecem nem participar do campeonato da democracia brasileira. Está na hora: vai lá e dá o troco!
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Contraponto 142 - Quem mente, afinal?

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Quem mente, afinal?
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Célvio Brasil Girão* 24 de agosto de 2009.

Existe uma campanha sórdida para cristalizar Dilma Rousseff como "mentirosa". Os marqueteiros do Serra e a mídia golpista estão empenhados nesta missão como uma forma desesperada de mudar o rumo das eleições de 2010.

Não podemos nos calar.

Dilma é exemplo de coragem e de bravura, mostradas no enfrentamento à ditadura militar quando ela mal saíra da adolescência. É exemplo de trabalho e competência por todos os lugares por onde passou. É exemplo de seriedade com o dinheiro público. É exemplo de serenidade e coragem ao enfrentar e vencer o câncer que a acometeu. É candidata capaz de fazer o Brasil continuar no caminho atual de realizações e de conquistas sociais, sem o perigo da volta ao neoliberalisno nefasto da era FHC.

Quem realmente mente?

- Mente descarada e diariamente a mídia golpista dos Civita, dos Marinhos, dos Frias e dos Mesquitas: Veja, Globo, Folha e Estadão e caudatários.

- Mente Serra quando inventa prêmios para receber ou quando esconde o escândalo da Alston, ou ainda quando se diz Engenheiro e Economista.

- Mentem Demóstenes Torres e Gilmar Dantas no caso na invenção dos grampos.

- Mente FHC quando diz que mal conhece Daniel Dantas, apesar de considerá-lo "brilhante" e mente, também, quando esconde em Barcelona o filho que teve com a jornalista global Míriam Dutra.

- Mentiu Arthur Virgílio até descobrirem o empréstimo de Agaciel, a contratação de professor de Jiu-Jitsu e o tratamento da mãe.

- Mente Sérgio Guerra quando esconde que tem um Haras em Pernambuco.

- Mente Agripino quando “inventa” Lina Vieira e quando esconde que se beneficiou com os atos secretos do Senado.

- Mente Jereissati ao usar indevidamente o dinheiro das passagens aéreas para passear de jatinhos.

- Mente Heráclito Fortes tentando esconder que faz parte da quadrilha de Daniel Dantas.

- Mente Diogo Mainard porque ele mesmo já é uma mentira ambulante.

- Mente Castanhêde quando inventa uma “epidemia de febre amarela” que inclusive levou pessoas à morte por vacinação desnecessária.

Quem mente, afinal?


*Célvio Brasil Girão é editor deste blog ContrapontoPig.
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Contraponto 141 - Golpes Midiáticos em 2010?



Opinião

por Luiz Carlos Azenha |Publicado em 23 de agosto de 2009 às 14:07
Atualizado em 23 de agosto de 2009 às 15:18

De original o Brasil só inventou a jabuticaba. O resto quase tudo vem de fora. Especialmente as grandes idéias dos marqueteiros políticos. A inspiração deles tem origem clara: os Estados Unidos.

Em quarenta anos de profissão, nunca vi a mídia tão partidarizada. Jamais. Jamais testemunhei um fenômeno como o de Lina Vieira: a mídia martela uma tese e simplesmente descarta todas as outras que possam contradizer aquela tese. Uma tese bancada por Agripino Maia. Uma tese que tem o objetivo de carimbar Dilma Rousseff como "mentirosa". Que faz parte da campanha para demonizar a candidata do governo. Que, em minha opinião, obedece a uma campanha milimetricamente traçada por marqueteiros de José Serra e executada por prespostos dos Civita, Marinho, Frias e Mesquita. (...)

Texto original AQUI

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PITACO DO ContrapontoPIG

Este texto do Luiz Carlos Azenha é imperdível. Devia ser leitura obrigatória para todos os brasileiros sérios. É um alerta para todos em relação as eleições de 2010 e em relação ao futuro do nosso País.
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Contraponto 140 - Ainda Lina Vieira


Peças do caso Lina


por Luis Nassif 23/08/2009 - 17:40

Em Observação

1. O papel de José Agripino.

A grande ligação de Lina Vieira é com seu conterrâneo José Agripino, senador pelo Rio Grande do Norte. A prefeita de Natal é do PV, mas criatura de Agripino. Aliás, a prefeitura é das poucas bases do DEM no nordeste. E é de lá que sai o contrato de publicidade com a família de Lina Vieira. José Agripino foi o principal articulador, dentro do DEM, da ofensiva contra o senador José Sarney e, depois, contra Dilma Rousseff, em cima do episódio Lina.

2. A matéria da Folha, que deflagrou essa crise.

É de, 9 de agosto, domingo. Para sair domingo, possivelmente foi preparada entre 5 e 7 de agosto.

3. Reunião com Serra.

No dia 3 de agosto o Twitter do senador Agripino dá conta de uma relevante reunião em São Paulo, com o governador José Serra. Relevante por ter juntado o líder do PSDB no Senado, Sérgio Guerra, mais seu braço-direito para ações no Parlamento, Alberto Goldmann, mais os DEM Rodrigo Maia e ACM Neto (clique aqui).

A respeito da reunião, a Folha disse o seguinte, com Serra fazendo questão de enfatizar que não estava nas articulações barra-pesadas. É de uma sutileza ímpar:

Na noite de segunda-feira, o impacto da crise esteve na pauta da reunião de Serra com tucanos e democratas.
A avaliação dos participantes foi a de que Lula se dedica à contenção da crise, em vez de se lançar na campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A retração de Lula alivia a pressão sobre Serra para que se declare candidato agora.
(…) Serra, no entanto, desconversou quando o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), sugeriu que levantasse munição para a CPI da Petrobras. Segundo um participante, o governador paulista disse que essa não era sua área de atuação durante o governo FHC.

4. Dois dias depois, a Folha dá início às pesquisas que conduzem à manchete do dia 9.

São apenas indícios, que necessitam ser aprofundados. Mas bons indícios, convenhamos, sobre como começam todas as crises políticas brasileiras dos últimos 18 meses.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Contraponto 78 - Denúncias sobrando pra todo mundo

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Crise do Senado transformou-se numa pantomina

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Arthur Virgílio, Tasso Jereissati e Sergio Guerra

A crise do Senado vai se transformando numa ópera bufa, numa pantomina, com denúncias aos borbotões contra senadores da oposição.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), revela matéria da revista Época dessa semana, não declarou ao fisco R$ 6 milhões investidos em aplicações financeiras. E o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE) teve viagem da filha a Nova York custeada pelo Senado, descobre a Folha de S.Paulo. Estas são apenas duas das denúncias mais recentes envolvendo senadores.

Nada menos que 10 senadores do DEM e do PSDB são processados judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), com foro privilegiado. Eles constituem um terço do total de 27 senadores da Casa que respondem a processos, 17 dos quais de partidos da base do governo. Há 27 processados judicialmente, mas são 37 os que se beneficiaram de ilegalidades e irregularidades e que dão a mesma desculpa - na época a questão da qual usufruiram não era ilegal ou não era regulamentada.

Efraim, Tasso, Ciarlini, Agripino, Virgílio...

Assim, temos aí os casos impunes, mas insepultos, do senador Efraim Moraes (DEM-PB), suspeito de receber propina de R$ 300 mil/mês de uma empresa; autor de licitação que deu prejuízo de R$ 30 milhões ao Senado que, por isso, a cancelou; e responsável pela contratação de 13 parentes em seu gabinete, mais 52 cabos eleitorais na Paraíba, pagos pela Casa. E do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acusado de fretar jatos particulares e de abastecer seu próprio avião com dinheiro público do Senado.

Sem esquecer os casos da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que pagou com dinheiro de sua cota de bilhetes aéreos, viagens e estadia em hotéis - até em Paris - do marido, filhos, demais parentes e do advogado dela e da mulher deste. E de seu aliado político, o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), que pagou condomínio do luxuoso prédio em que mora em Natal (RN) com verba indenizatória do Senado.

Há, ainda, o caso de esquecimento mais clamoroso porque de réu confesso, o do líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), que para pagar despesas de seu cartão de crédito internacional em Paris, contraiu empréstimo ilegal, sem origem e não declarado, de US$ 10 mil junto ao ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia; contratou seu professor de jiu-jitsu, além de toda uma família em seu gabinete, pagando com dinheiro do Senado, por 2 anos, um dos integrantes desta que morava no exterior; e o pagamento, também com verba pública da Casa, das despesas de R$ 700 mil de tratamento médico-hospitalar de um familiar.

Nossa mídia esquece completamente todos esses fatos e dá imenso espaço e cobertura a esses mesmos senadores na campanha única e exclusiva que eles movem para condenar o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, sem dar a este a presunção da inocência e sem aguardar o devido processo legal.

Por José Dirceu. Em10/08/2009 11:56
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