terça-feira, 14 de outubro de 2014

Contraponto 15.040 - "Eleição leva Petrobras de volta à liderança na AL"

Segundo a pesquisa, a Petrobras fechou o dia 13 de outubro com US$ 116,3 bilhões de valor de mercado. O valor de mercado da empresa no dia 30 de setembro era de US$ 93,7 bilhões, contra US$ 116,3 bilhões nesta segunda-feira 14, o que representa crescimento de US$ 22,6 bilhões em sua valorização.

Entre as 10 maiores companhias da América Latina, há seis brasileiras, três mexicanas e uma colombiana. O setor bancário é o que possui mais representantes, com três instituições: Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.

Entre seis países da América Latina e os Estados Unidos, a bolsa brasileira é a única que apresenta crescimento de valor de mercado no mês de outubro. No dia 30 de setembro, a Bovespa tinha US$ 959,5 bilhões, contra US$ 1,02 trilhões no dia 13 de outubro, crescimento de US$ 68,0 bilhões.
O mercado norte-americano, no mesmo período, registrou queda de valor de mercado de US$ 1,16 trilhões, valor superior ao de todas as empresas brasileiras de capital aberto. As sete bolsas da América Latina acumulam valor de mercado de US$ 2,19 trilhões no dia 13 de outubro.



Os papéis da Petrobras subiram mais de 10% nesta segunda-feira 13, comemorando apoios ao candidato do PSDB, Aécio Neves, declarados no fim de semana, e pesquisa que apontou o tucano com 17,6 pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT). Leia reportagem do portal Infomoney abaixo:
Dia de euforia: Petrobras sobe mais de 10% e 19 companhias superam 5% de alta
Por Leonardo Silva • Marina Neves

SÃO PAULO - A sessão desta segunda-feira (13) foi de muita euforia na Bolsa, com o Ibovespa fechando com alta de 4,78%, a 57.956 pontos. Chamaram atenção do mercado nesta sessão as ações das estatais e dos bancos, que dispararam em meio a 19 ações que superaram alta de 5%. Vale mencionar que em meio à tanta euforia, apenas 5 ações, das 69 companhias do principal índice da Bolsa brasileira fecharam em queda.

As ações das estatais e bancos foram impulsionadas pelo apoio de Marina Silva (PSB) a Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerão no dia 26 de outubro, além da pesquisa eleitoral Sensus, que mostrou grande diferença entre os candidatos à presidência, com o candidato do PSDB liderando a disputa com 17 pontos de vantagem.

E entre todas as 63 ações que fecharam no positivo, as ações da Vale também "respiraram", impulsionadas pelo preço do minério de ferro, principal produto da exportadora - que se destoou das outras companhias que possuem perfil exportador, que reagiram a nova queda do dólar nesta sessão e fecharam em queda. Ainda no lado verde da Bolsa, as ações da Light repercutiram um possível reajuste nas tarifas da companhia.


Estatais

As ações das estatais dispararam nesta sessão, reagindo ao agitado noticiário eleitoral do final de semana. No sábado, a pesquisa Sensus mostrou uma diferença de 17,6 pontos percentuais entre o candidato Aécio Neves (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele aparece com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff, com 41,2%.

"Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff", afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. A pesquisa mostra que o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. De acordo com Guedes, a rejeição torna praticamente impossível uma reeleição de Dilma.

Além da pesquisa eleitoral, no domingo, a ex-candidata à presidência do PSB, Marina Silva, oficializou o seu voto e o seu apoio ao candidato tucano à presidência Aécio Neves (PSDB).

Além da Petrobras (PETR3, R$ 20,75 +9,96%; PETR4, R$ 22,13, +10,54%), vale mencionar a alta nos papéis de Banco do Brasil (BBAS3, R$ 33,48, +10,86%), Eletrobras (ELET3, R$ 7,15, +6,08%; ELET6, R$ 10,55 , +7,43%). Nesta sessão, as ações da Petrobras chegaram a subir mais de 11%, sendo que a última vez que isto ocorreu foi na segunda-feira do dia 6, um dia após o primeiro turno mostrar que a próxima fase da disputa seria entre Aécio e Dilma.

Setor financeiro Seguindo o mesmo movimento das estatais, as ações dos bancos também registraram altas repercutindo o cenário eleitoral. Assim como a Petrobras, as ações de Bradesco (BBDC3, R$ 38,18, +6,59%; BBDC4, R$ 39,30, +8,20%) e Itaú (ITUB4, R$ 38,00,+7,56%), são as companhias que mais reagiram ao "Rali Eleitoral".

Além dos bancos, vale mencionar as ações da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 12,95, +7,65%), seguindo o fluxo extremamento positivo do índice.

Vale (VALE3, R$ 27,49, +4,72%: VALE5, R$ 24,10, +4,87%) Seguindo a mesma euforia da Bolsa e reagindo ao preço do minério de ferro, as ações da Vale fecharam a sessão com forte alta nesta sessão. O principal produto da exportadora iniciou a semana com forte alta, avançando 4% para US$ 83,1 por tonelada.

Além disso, a mineradora deve repercutir os bons dados divulgados sobre a economia da China. Em agosto, a balança comercial da China registrou superávit de US$ 49,8 bilhões, ante US$ 47,3 bilhões em julho, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O resultado veio acima das expectativas, que projetavam um superávit de US$ 42 bi.

Exportadoras Destoando das altas do dia, as ações de outras companhias exportadoras, fora Vale e siderúrgicas, fecharam com perdas nesta sessão, em meio à queda do dólar. Dado o perfil exportador das empresas, um movimento como esse é visto como desfavorável, já que as receitas dessas companhias são atreladas à moeda norte-americana. Hoje, o dólar fechou com queda de 1,27%, cotado a R$ 2,39.

Vale mencionar a queda nos papéis da Embraer (EMBR3, R$ 21,10, -4,48%, que liderou as perdas do Ibovespa, além de Fibria (FIBR3, R$ 24,38, -3,71%) e Suzano (SUZB5, R$ 8,94, -2,61%).
Light (LIGT3, R$ 21,44, +2,10%) Para além do cenário político, destaque também para a alta das ações da Light. No radar da companhia seguiu a informação de que a companhia, que atua no Rio de Janeiro, pode ter um reajuste em suas tarifas superior a 25% em novembro, disse O Globo.
Durante reunião com investidores no início de outubro, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores do grupo, João Zolini, disse que a exposição involuntária da companhia em 2013 ficou em 140 e 160 megawatts (MW) médios e em 2014 de 330 MW médios.

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