quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Contraponto 60 - Arthur Virgilio vai pro brejo?

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Virgílio é denunciado no Conselho de Ética pelo PMDB

por Laryssa Borges direto de Brasília

Uma das primeiras retaliações concretas contra defensores do afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi formalizada nesta quarta-feira com a apresentação de uma reclamação contra o principal crítico de Sarney, o senador tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM). A denúncia foi entregue ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a mesma instância que deverá avaliar, a partir das 15h, questionamentos contra o presidente do Senado.
Arthur Virgílio é acusado de quebra de decoro por ter mantido como funcionário de seu gabinete uma pessoa que fazia mestrado na Espanha. O parlamentar teria pagado com dinheiro público os custos da especialização do servidor.
"A representação é um fato consumado, mas (isso não significa que) o PMDB faz política com sangue", explicou o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), integrante da tropa de choque de Sarney. "O PMDB é um partido conciliador, mas isso tem um limite. São sempre os mesmos senadores que não votaram no presidente Sarney (como presidente do Senado) que vão à tribuna criticar. Nós, o grupo que elegeu o Sarney, teremos uma postura diferente", completou o parlamentar.
A denúncia contra Virgílio é uma clara resposta do PMDB às 11 acusações contra Sarney que estão no Conselho de Ética. O senador amazonense confessou em Plenário a irregularidade e disse estar ressarcindo os cofres públicos em cerca de R$ 210 mil.

A denúncia contra o senador tucano abre a temporada das retaliações dos defensores do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), contra o PSDB, que insiste em tentar defenstrá-lo do cargo. Até agora, era tudo ameaça. Não é mais. Virgílio é réu confesso e a probabilidade de perder o mandato não é pequena.
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Contraponto 59 - Por que a Folha está com raiva do Brasil?

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A Folha quer doar o pré-sal?

Por Luís Carlos Azenha Atualizado em 05 de agosto de 2009 às 09:57 | Publicado em 05 de agosto de 2009 às 09:55

Lá em cima a Folha diz que é um jornal "a serviço do Brasil".

Na manchete o jornal diz que o "governo" quer ficar com 80% do petróleo do pré-sal.

O que o governo Lula quer é que a "União" fique com 80%, ou seja, o Brasil.

Se não há risco, qual seria o motivo de não abocanhar a parte do leão?

Os 80% ficarão com o estado brasileiro, independentemente do governo de plantão.

Serão administrados pelo Serra, pela Dilma ou por quem quer que se eleja em 2010.

Mas a Folha, que se diz "a serviço do Brasil", não usou "Brasil quer ficar com 80% do pré-sal" porque o governo Lula não governa o Brasil dela.

O Brasil da Folha ainda é governado pelo FHC.
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Contraponto 58 - Notebook reduz repetência

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Programa do MEC que distribui notebooks reduz repetência à metade

Conversa Afiada 4/agosto/2009 19:16



Lula durante distribuição de computadores em Piraí (Presidência da República)

O Projeto Um Computador por Aluno (UCA), desenvolvido pelo governo federal em parceria com prefeituras, produziu uma pequena revolução na cidade de Piraí, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O município conseguiu reduzir praticamente à metade o elevado índice de reprovação escolar, que beirava os 35% e hoje está na casa dos 18%.

“O programa melhorou a auto-estima dos professores e dos alunos”, explica o professor Jocemar Rodrigues de Moraes. Diretor do CIEP municipalizado Profa. Rosa da Conceição Guedes – escola onde a iniciativa foi implantada como piloto, há um ano e meio – ele falou, em entrevista a Paulo Henrique Amorim, sobre as mudanças importantes que ocorreram na cidade.

A partir da implantação do Projeto UCA na primeira escola, a prefeitura resolveu expandir a iniciativa. Hoje, todos os mais de 5 mil alunos da rede municipal têm acesso a um computador por aluno, em unidades escolares com acesso integral à banda larga. “Nós somos o único município inteiramente digital do mundo ”, destaca Jocemar.

A cidade de Piraí acabou sendo escolhida para ser uma das quatro que integram o UCA – ao lado de São Paulo, Porto Alegre e Palmas – por conta de uma situação peculiar. Piraí desenvolve, desde 1997, o projeto Piraí Digital, criado como opção para enfrentar o problema do desemprego decorrente da privatização da Light, que empregava 1.200 pessoas no município.

Desde o início de seu funcionamento, em 2004, projeto Piraí Digital conseguiu atrair empresas de tecnologia, gerar emprego e renda. Tornou-se referência internacional e incluiu Piraí no Prêmio Top Seven Intelligent Communities – As 7 cidades mais inteligentes do mundo -, conquistado em 2005.
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Contraponto 57 - Anteprojeto da exploração do pré-sal

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Deputado antecipa embate para exploração do pré-sal

do Vermelho 4 de agosto de 2009


Se o Congresso agir com visão de soberania e inteligência, vai aprovar o projeto de lei que será encaminhado pelo presidente Lula mudando a regulamentação do setor de petróleo e da exploração do pré-sal. A opinião é do deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômica da Câmara. O anteprojeto, elaborado durante um ano por uma comissão interministerial, deve ser entregue ao Presidente nesta quarta-feira (5)


Assunto já vem sendo discutido na Comissão presidida por Valentim

Valentim, que já vem pautando discussões sobre o assunto na Comissão que preside, acredita que haverá um grande embate entre as forças neoliberais, que querem manter o modelo atual, e os que lutam pela criação de uma empresa estatal para gerir os recursos do pré-sal. Nesse embate, ele alerta que a assunto vai alcançar toda a população brasileira, não apenas a elite, mas também o povo, que vai poder refletir sobre o destino que se deve dar aos recursos do pré-sal.

“Porque passar a riqueza que você tem certeza que tem para as empresas?” indaga Valentim, afastando o discurso dos saudosistas do modelo neoliberal, que defendem a posição das multinacionais com o falso discurso de que o que está dando certo não deve mudar.

Situação difícil

Ele acredita que os defensores do atual regime de concessão vão ficar em situação difícil diante da opinião pública. Sem medo do debate, inclusive adiantando que vai aprofundar a discussão logo que o projeto chegue ao Congresso, Valentim afirma que vai ficar claro para todos os brasileiros como se pode desenvolver o Brasil. “Em nossa experiência de vida, nunca tivemos oportunidade tão clara de um entendimento da nação brasileira do que é o desenvolvimento nacional.”

Ele explica didaticamente a diferença entre o modelo atual e a nova proposta. Hoje o regime de concessão define que o petróleo é de quem descobrir. A empresa participa dos leilões e explora a área arrematada e o que encontra é dela e paga royalties e impostos à ANP (Agência Nacional de Petróleo), que redistribui com União, estados e municípios.

O regime proposto, que é o de partilha, considera que o petróleo é da União. “É nosso”, brinca o deputado, em alusão à campanha “O petróleo tem que ser nosso” que reinaugurou a campanha da década de 1950 que culminou com a criação da Petrobrás. A empresa que vai ser criada será gestora dos recursos do petróleo, mas não vai explorar o petróleo. As empresas operadoras vão pagar um percentual sobre aquilo que ela explora. “Um percentual alto”, destaca Valentim, citando o exemplo da Noruega, onde as empresas estrangeiras chegam a pagar 80% e ainda tem lucro.

Ele explica que no regime de concessão há risco de não haver o petróleo explorado na área leiloada. No caso do pré-sal já se sabe que tem. O risco é pequeno. Todos os países que encontraram áreas como o pré-sal mudaram seus regimes de exploração, diz ainda Valentim.

Restatizar é “sonho”

Para Valentim, a proposta do Governo Lula é a mais acertada. “O debate de restatizar a Petrobrás é sonho”, diz ele, lembrando que para isso, é preciso recomprar as ações, mas os detentores das ações precisam querer vender. E, com esse potencial (da Petrobrás), eles não vão querer vender.”

Ele elogia a Petrobrás e destaca que todas as empresas, para ter sucesso na exploração, vão precisar se associar a Petrobrás, que é quem tem maior capacidade de explorar petróleo nessa profundidade, de seis mil quilômetros. Segundo ele, o novo modelo, fortalece a tese da soberania e a Petrobrás.

Reduzir desigualdades

Ele lembrou que no dia 1o de maio - Dia do Trabalhador -, ao extrair o primeiro óleo do Campo do Tupi, o Presidente Lula afirmou que estamos abrindo uma nova fronteira do desenvolvimento brasileiro. A afirmação, que recebe o respaldo e concordância do deputado comunista, é de que os recursos do pré-sal devem ser usados para diminuir as desigualdades sociais e portanto deve ser utilizado em benefício do povo brasileiro, principalmente dos mais pobres.

Para o parlamentar, “a redução das desigualdades sociais exige o desenvolvimento do País e fazer o desenvolvimento é preparar a indústria nacional para criar tecnologia, formar mão-de-obra qualificada, gerar emprego e emprego com remuneração melhor, criar rede de qualidade nas empresas - das grandes até às pequenas empresas -, gerando um ciclo virtuoso para o nosso crescimento e preparação do Brasil para enfrentar o novo milênio.”

“O pré-sal, se utilizado nesse termos, vai ajudar economia brasileira”, diz Valentim, lembrando que há 10 anos, o setor de petróleo e gás representava 3% do PIB (Produto Interno Bruto), hoje alcançamos 11% do PIB nacional, com o pré-sal a tendência é o setor crescer mais ainda. No Brasil, que possui uma economia diversificada, é importante ter forte um setor como esse, cuja cadeia de produção influencia diretamente nos estados e municípios.

De Brasília
Márcia Xavier
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Contraponto 56 - Senador maluquinho


Renan diz que está pronta representação contra Senador Maluquinho


O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), disse que a representação contra o Senador Maluquinho, Arthur Virgílio (AM) está pronta e dará entrada no documento no Conselho de Ética ainda nesta semana. As principais argumentações contra o líder do PSDB é que ele quebrou o decoro parlamentar ao manter um funcionário "fantasma" no seu gabinete recebendo salário no exterior por mais de um ano. Além disso, o PMDB questionará o ressarcimento R$ 720 mil com gastos no tratamento de saúde da mãe do parlamentar pagos pelo Senado e os US$ 10 mil que ele emprestou do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia durante viagem ao exterior.

O PSDB acusa Renan de fazer chantagem e inibir a ação de outros senadores que pedem o afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). "Não é do meu feitio telefonar para chantagear ou pressionar ninguém", disse o líder peemedebista em entrevista nesta segunda (3).

Ao se referir as representações do PMDB contra Sarney, Renan disse que o problema é que Maluquinho (grifo meu) levou o "PSDB a tomar uma atitude e, diante disso, não poderia agir diferente."

É com esse clima de guerra que acontece, provavelmente nesta terça (4) pela manhã, a reunião do Conselho de Ética presidida pelo senador Paulo Duque (PMDB-RJ). Há quem aposte que o presidente pode até mesmo arquivar todas as representações contra Sarney e aceitar a representação do PMDB contra o líder do PSDB, o Senador Maluquinho Arthur Virgílio.

Postado por Oni Presente às 12:51:00
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Contraponto 55 - Marolinha mesmo (2)

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Na crise, 503 mil brasileiros saíram da pobreza

Pedro Peduzzi Repórter da Agência Brasil

Elza Fiúza/ABr
Brasília - O presidente do Ipea, Márcio Pochmann,
divulga o estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil
Metropolitano Durante a Crise Internacional:
Primeiros Resultados

Brasília - O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, divulga o estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados
Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que, apesar dos efeitos nocivos da crise mundial iniciada há um ano, 503 mil pessoas deixaram a condição de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país. O levantamento do Ipea comparou o número de pobres existentes, no Brasil, antes e durante a crise financeira internacional.

“De 2002 para cá, temos 4 milhões de pessoas a menos vivendo em condições de pobreza no conjunto dessas seis regiões. Na comparação do período atual com o período anterior à crise, verificamos que 503 mil pessoas saíram da pobreza”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no lançamento do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. Segundo Pochmann, parte da redução se deve às políticas nacionais que visaram proteger a base da pirâmide social.

“Houve uma série de decisões que ajudaram a criar uma rede de proteção social àqueles segmentos mais vulneráveis da população brasileira”, afirmou o presidente do Ipea. “Entre elas, houve a elevação do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa Família, que impediram que o Brasil aumentasse a pobreza, como havíamos observado em outros momentos de crise”, completou.

O estudo comparou o número de pobres entre outubro de 2007 e junho de 2008 com o do período entre outubro de 2008 e junho de 2009. Das 503 mil pessoas que saíram da condição de pobreza – cuja renda per capita da família é de meio salário mínimo –, quase 63% localizavam-se na região metropolitana de São Paulo.
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Contraponto 54 - Pulando fora ou escondendo a unha?

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Sobrou para os livre-atiradores

do Blog do Luís Nassif 03/08/2009 - 23:51

De um experiente analista da política brasiliense, que assistiu a sessão toda do Senado:

“O pessoal do DEM pulou fora, porque deve ter recebido recado antes. O Arthur Virgilio falou rapidamente, para marcar presença, e saiu de cena rapidinho. Quem estava amparado por estratégias partidárias tirou o time de campo quando percebeu que ía sobrar para todos. Sobrou para os livre-atiradores, Cristovam Buarque e Pedro Simon”.

PITACO DO Contraponto PIG

Será que a demo-tucanalha está "peidando na rabichola" ? (Não é palavrão - é expressão popular cearense). Quanto ao Simon e ao Cristovam basta dar a eles alguns holofotes e a crise está resolvida. Sobre holofotes, bota aí também o Mercadante que adora os holofotes do PIG...

Vale a pena repetir: chega de hipocrisia. Qualquer ser humano não abduzido pela mídia golpista e que tenha mais de 10 neurônios enxergará, à distância, a intenção de se criar o caos no Senado é a ingovernabilidade para o governo Lula. O que está em foco não é o Presidente do Senado, mas a eleição de 2010 e o consequente controle do poder e do futuro do próprio País...
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Contraponto 53 - Briga de cachorro grande

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PITACO DO ContrapontoPIG

Por que o Simon do Senado não é igual o Simon do Rio Grande do Sul?
A imprensa não mostra, mas no Rio Grande a Governadora Yeda trocou os pés pelas mãos, ou melhor
, as mãos pelas granas, pela bela casa que "ganhou" e o Simon não se indignou, parecendo que nem soube de nada! Por que esta raiva seletiva contra Sarney? Neste angu tem caroço...

Contraponto 52 - Wellington Salgado, Simon e Cristovam

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PITACO DO ContrapontoPIG

Começou o "arranca-rabo no senado". O PIG vai "lavar a burra" como se diz aqui no Ceará.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Contraponto 51 - O medo agora é do Chávez


Saudades do comunismo



BUUUUUUU!

por Leandro Fortes em 03/08/2009


Não deixa de ser engraçado – e emblemático – o pavor físico que a presença de Hugo Chávez na presidência da Venezuela provoca numa quantidade razoável de colunistas e analistas de aleatoriedades políticas que abundam na imprensa brasileira. De certa forma, o chavismo veio suprir a lacuna deixada pelo comunismo como doutrina do medo, expediente muito caro à direita no mundo todo, mas que no Brasil sempre oscilou entre o infantilismo ideológico e o mau caratismo. Antes do fim dos regimes comunistas da União Soviética e de seus países satélites, no final dos anos 1980, era fácil compor um bicho-papão guloso por criancinhas, ateu e cruel, prestes a ocupar condomínios de luxo com gente grosseira e sem modos, a mijar nas piscinas e sujar o mármore dos lavabos com graxa e estrume roubado a latifúndios expropriados. Ao longo dos anos 1990, muita gente ainda conseguiu sobreviver falando disso, embora fosse um discurso maluco sobre um mundo que não mais existia. Entende-se: certos vícios, sobretudo os bem remunerados, são difíceis de largar.

No vasto império da América do Norte, onde o fim do comunismo também foi comemorado como o fim da História, os falcões republicanos perceberam de cara que seria inviável continuar a assustar os eleitores com o fantasma débil e inacabado da ditadura de Fidel Castro, esse sujeito que, incrivelmente, ainda faz sujar as calças dos ruralistas brasileiros e de suas penas de aluguel. Por essa razão, e para manter azeitado o bilionário negócio de venda de armas, os americanos inventaram a tal guerra contra as drogas, cujo resultado prático, duas décadas depois, vem a ser o aumento planetário da produção e do consumo de todo tipo de entorpecente, da maconha às super anfetaminas. O Brasil, claro, embarcou na mesma canoa furada, quando, assim como no resto da América Latina de então, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu militarizar o comando do combate às drogas no país – o que, aliás, não mudou muito. Na Secretaria Nacional de Políticas Antidrogas (Senad), da Presidência da República, reina soberano, desde o governo FHC, o general Paulo Roberto Uchoa.

Georg W. Bush usou o medo do terrorismo para também suprir a ausência da ameaça comunista, embora não tenha sequer tido o cuidado de mudar os métodos, baseados na mentira e na tortura, nem sempre nessa ordem. Assim foi, desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com as invencionices sobre as armas de destruição de massa do Iraque e a prisão de Guantánamo, em Cuba, uma espécie de Auschwitz hightech. Ao sul do Equador, consolidou o tal Plano Colômbia, um desaguadouro de dólares cujo pretexto é o combate às drogas, embora qualquer índio isolado da fronteira saiba que o país de Gabriel García Márquez se tornou um estado preposto dos EUA, um Israel sulamericano. No fim das contas, uma estratégia para se opor ao “perigo chavista”, embora não haja nenhum argumento realmente sério que sustente essa novíssima e encomendada paranóia tão bem nutrida pelas elites locais.

O mote agora, replicado aqui e acolá por analistas apavorados, é a sombra de Hugo Chávez sobre Honduras, onde um golpe de Estado passou a ser descaradamente justificado nesse contexto. Graças aos golpistas, visivelmente uma elite branca e desesperada, como aquela que faz manifestações trajando jogging em Caracas, o chavismo teria sido abortado em Honduras, antes que virasse coisa como a Bolívia, o Equador e o Paraguai – ou seja, repúblicas perigosamente dominadas por governos populares. São os novos comunistas, revolucionários da pior espécie porque, justamente, abriram mão das revoluções para tomar o poder pela via do voto, da democracia. E, pior, muitos são cristãos.

Quando tucanos e pefelistas se mobilizaram, inclusive à custa de compra de votos, para aprovar o projeto de reeleição de FHC, em 1997, os editoriais e colunas da mídia nacional se desmancharam em elogios e rapapés. Saudaram a quebra da regra eleitoral como um alento à democracia e condição essencial à continuidade do desmonte do Estado e à privatização dos setores estratégicos da economia, a qualquer custo. Quando o assunto é Chávez, no entanto, qualquer movimento institucional, todos previstos nas regras constitucionais da Venezuela, é golpe. Reeleição? É golpe. Plebiscito? É golpe. TV pública? É golpe. Usar o dinheiro do petróleo em projetos populares? Isso, então nem se fala: é mais do que golpe, é covardia.

As tentativas de re-reeleição de Álvaro Uribe, na Colômbia, contudo, ainda passeiam no noticiário brasileiro como “nova reeleição” do corajoso cruzado contra os narcoguerrilheiros das Farc. No Brasil, a simples insinuação de que Lula pudesse querer o mesmo virou o “golpe do terceiro mandato”. Em Honduras, as multidões contrárias ao golpe contra o presidente Zelaya são chamadas de “manifestantes contrários ao governo interino”. Mais ou menos o que acontece com a resistência iraquiana à invasão das tropas americanas, cujos membros foram singelamente apelidados de “insurgentes” pelo jornalismo nacional.

Os tempos do anticomunismo eram estúpidos, mas pelo menos a gente sabia do que os idiotas tinham medo, de verdade.
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Contraponto 50 - Serra no Ceará

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José Serra em campanha no Ceará, não responde pergunta sobre Ciro



José Serra (PSDB/SP) já demonstrou seguidas vezes um certo desapreço pelos nordestino:

- Em entrevista na TV, uma vez justificou a má qualidade do ensino público paulista, porque São Paulo recebia muitos imigrantes [e é claro que a maior migração para São Paulo, no passado, sempre veio do Nordeste].

- Membros do PSDB e da elite paulista, muito ligados à Serra, criaram o movimento CANSEI, cujo ápice foi a declaração de um presidente da multinacional Philips, de que se o Piauí acabasse ninguém sentiria falta.

- Nas discussões da reforma tributária, José Serra sabota, ao não abrir mão de continuar saqueando o Nordeste, pois os nordestinos quando compram um carro ou outro bem fabricado em São Paulo, o imposto sobre consumo (ICMS) fica mais para São Paulo do que para o próprio estado do consumidor.

- O secretário de trabalho de São Paulo no governo Serra, chamou baianos de preguiçosos, e Serra não lhe aplicou nenhuma reprimenda pública.

- Serra sempre faz lobby protecionista para empresários da Fiesp, que arrocha outros estados, como os do nordeste.

- Quando foi candidato à presidente da República em 2002, Serra preferiu escolher para vice uma candidata do Sudeste do que um vice nordestino. Como Serra também é do Sudeste, a chapa ficou mal representada, concentrando forças políticas só da região mais rica do Brasil, e deixando de representar a nação brasileira como um todo.

Com essa falta de afinidade toda com o Nordeste, José Serra fez uma viagem no fim de semana para ver se melhora a imagem.

Foi recebido pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, pelo deputado federal Manoel Salviano e pelo prefeito do Crato, Samuel Araripe, na tarde de sábado no aeroporto Orlando Bezerra em Juazeiro do Norte.

Concedeu entrevista, porém, em pleno Ceará, quando perguntado sobre a possível candidatura de Ciro Gomes em São Paulo, recusou a responder e mudou de assunto.

Contraponto 49 - FHC e o Gordo... tá bom ou quer mais?

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A inveja de Lula e o preconceito de FHC contra “as massas”

por Paulo Henrique Amorim em 2 de agosto de 2002
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Por que será que as massas não me ouvem ?

. Neste domingo, o Farol de Alexandria cobriu de uma espessa nuvem cinzenta os tímidos raios de sol que saíram na manhã de São Paulo.


. Ele escreveu na pág. A2 do Estadão um de seus habituais obtusos artigos: “Os limites da tolerância”.

(E se o “limite” for ultrapassado ? O que fazer ? Dar o Golpe, insigne sociólogo ?)

. O estilo é tedioso, inchado, cheio de gordura.

. O conteúdo, óbvio.

(Por falar nisso, por que o New York Times não renovou o contrato para distribuir artigos dele pelo mundo afora ?)

. Diz a certa altura o Farol, aquele que iluminava a Humanidade e desapareceu no terremoto:

“O mais triste ocorre, como agora, quando os que chegaram ao poder para renovar … aderem aos hábitos do ‘clube oligárquico’ e se autoatribuem (sic) a ‘missão histórica’ de perdoar os transgressores e dar continuidade às velhas práticas…

(adverte sobre os) riscos de novos populismos, de esquerda ou de direita, que possam preencher com uma retórica cativante a falta de sintonia entre as instituições (desmoralizadas) e o sentimento das MASSAS (ênfase minha – PHA) .”

. Tradução: que inveja do Lula, que sabe falar ao povo.

. Não confundir “povo” com “massas”, insigne sociólogo.

. A inveja tem uma virtude, diz o sábio: corrói o invejoso por dentro.

Paulo Henrique Amorim

. Em homenagem ao preconceito do Farol contra “as massas”, reproduzimos post aqui publicado:


O preconceito por trás da idéia de que os tucanos não se “comunicam”

14/junho/2009 7:49

À direita, o melhor comunicador dos tucanos. (Por que o da esquerda não mostra as gengivas ?)

. Zé Pedágio, o Eterno Futuro Presidente, já defendeu essa idéia.

. A matriz é o Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e desapareceu num terremoto.

. Qual é a idéia ?

. Os tucanos (especialmente os de São Paulo) são os melhores, os mais bem preparados, os que leram os livros certos, os que sabem das coisas, os que usam a roupa certa, que falam francês, que sabem usar os talheres, que são cheirosos.

. Eles são os “engomados”, como se dizia no México, os “engenheiros”, ou, hoje, os “economistas”.

. Eles é que são competentes.

. Como Serra, que se diz “economista competente”, embora não seja nem um nem outro.

. No Governo, eles são de uma eficiência sem igual.

. O problema é que, às vezes, o povo não percebe isso.

. De quem é a culpa ?

. Primeiro, do povo, uns ignorantes: mas os tucanos (especialmente os de São Paulo) não podem dizer isso em voz alta.

. Então, eles dizem, num gesto de invulgar humildade, que a culpa é deles mesmos, que não sabem se “comunicar”.

. O mesmo raciocínio se completa com a idéia de que Lula sabe se “comunicar”.

. E que é por isso que ele ganha as eleições (passadas e futuras).

. Simplesmente, porque ele sabe se “comunicar”.

. Porque ele fala ao povo ignorante, que não percebe as virtudes incomparáveis dos tucanos.

. É esse pessoal do Bolsa Família, do aumento real do salário mínimo, do Pro-Uni, do Crédito Consignado, do Minha Casa, Minha Vida, do Luz para Todos – os beneficiários do assistencialismo populista, entregue por um “comunicador” excepcional.

. Essa a desvantagem dos tucanos – eles dizem.

. O “outro” se “comunica”.

. Qual é o preconceito atrás disso ?

. Primeiro, o Lula não tem mensagem, só tem meio.

. Não tem conteúdo, só tem forma.

. E os tucanos paulistas, prenhes de idéias e conteúdo genial não conseguem botar tudo isso para fora, porque não se comunicam, porque não são populistas, demagogos – como o “outro”.

. O segundo preconceito atrás dessa idéia é que o povo é um conjunto de néscios, que não sabe distinguir seus interesses ou quem os defenda.

. E vai na lábia, no trololó do “comunicador”.

. O povo é otário.

. Ou, como dizia o pai de Zé Pedágio e do Farol, o Brigadeiro Eduardo Gomes, outro Eterno Futuro Presidente: são uns “marmiteiros”.

. Vamos supor, amigo navegante, que os tucanos se “comuniquem” e as idéias do partido sejam “comunicadas” por Jô Soares, Ana Maria Braga, Regina Duarte, Miriam Leitão, William Bonner e Waack, Lucia Hippolito – os mestres da “comunicação”.

. Em lugar das olheiras e das gengivas intermináveis do Zé Pedágio, as olheiras do William Waack.

. Em lugar dos períodos longos e insondáveis do Farol de Alexandria, o português escorreito e direto da Miriam Leitão.

. Qual seria o resultado ?

. Nenhum.

. Sabe por que, amigo navegante ?

. O problema dos tucanos não é a “comunicação”, a forma.

. O problema deles é o conteúdo.

. Porque os tucanos não tem uma única idéia a “comunicar”.

Paulo Henrique Amorim
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Contraponto 48 - EsTAMO FU ?



Leia também no blog de Luis Carlos Azenha
Gripe suína: um balanço - por Conceição Leme Publicado em 02 de agosto de 2009 às 22:01
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domingo, 2 de agosto de 2009

Contraponto 47 - Porque não a Folha?

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O fim da Folha

por Emerson Luis, no Nas Retinas publicado em 02 de agosto de 2009 às 16:05

Em tempos democráticos, a Folha de São Paulo está defendendo o fim da TV Brasil. Então eu tenho o direito de defender o fim da Folha.

Por quais motivos? Muitos. Primeiro pq a Folha se recusa a admitir que o jornalismo da TV Brasil rompe as fronteiras do preconceito de classe amplamente divulgado em textos do jornal Folha. Articulistas que, pelo status quo, defendem que os mais pobres não possam ter o Bolsa Família, programa que impediu que o Brasil afundasse na crise internacional, e que, mais recentemente, bateram de frente no projeto do Vale Cultura, que irá retirar da frente da TV milhares de pessoas que desejam ir ao cinema e teatro. Sim, vai mexer com o monopólio do entretenimento, capitaneado por parceiros da Folha como a TV Globo.

A TV Brasil está mostrando o Brasil que estes jornais não mostram. Diariamente o telejornal Repórer Brasil abre caminho para matérias das TVs públicas de outros estados, TVs universitárias e também do cidadão via quadro Outro Olhar. Quem precisa acabar? A TV Brasil ou a Folha?

A Folha mama nas tetas do Estado, o de São Paulo, do Governo Federal e de muitos outros estados que lá desembarcam seu dinheiro para obter status publicitário. Vamos falar a verdade: o meio papel está em franca decadência. A Folha imprime 200.000 exemplares por dia e a taxa de encalhe ninguém explica, nem o IVC. Uma impressão irrisória perto do poder de penetração da internet. É preciso saber de fato quanto de investimentos públicos vão para a Folha. A Secom precisa divulgar estes gastos por veículo e não de forma genérica, como faz em seu site.

O fato é que a Folha leva muito dinheiro público e não devolve nada para a sociedade em termos de serviço público. Deveria ser lei: parte do dinheiro público recebido atráves de verbas publicitárias deveria retornar à sociedade em serviços, como, por exemplo, impressões nas gráficas destas empresas de livros educacionais. Mas o estado brasileiro não exige a contrapartida, somente despeja dinheiro nestes jornais que perderam sua função perante a sociedade.

A Folha precisa acabar, ou se modificar profundamente. Pq? Simples. Foi o jornal da #ditabranda que emprestou carros para que os presos políticos no Brasil, durante a ditadura, fossem encaminhados para os porões da tortura. Antes disso, a Folha apoiou a queda do presidente João Goulart, abrindo assim caminhos para a ditadura se estabelecer no pais. É o jornal que também publicou, recentemente, a ficha falsa do DOPS sobre a ministra Dilma Roussef que circulava na internet como spam para atacar a ministra. Praticaram jornalismo canalha, sem averiguar as fontes, para atacar a ministra.

A TV Brasil é só o começo da mudança. Quem precisa acabar é a Folha e o seu jornalismo classista e servil. Deixem nos comentários mais motivos para o fim da Folha.

Clique aqui para ir ao Nas Retinas
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sábado, 1 de agosto de 2009

Contraponto 46 - Bolsa Família - capacitação de beneficiários

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Beneficiários do Bolsa Família se qualificam
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Por: Zé Augusto . Quinta-feira, Julho 30, 2009
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, participam nesta sexta-feira (31/07) da formatura das turmas do Plano Setorial de Qualificação para beneficiários do Programa Bolsa (Planseq Bolsa Família) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).
O Planseq é uma ação da Casa Civil e dos Ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Tem como meta qualificar 180 mil profissionais para trabalhar na construção civil, principalmente para atender as demandas geradas pelo PAC.
Os cursos de pedreiro, azulejista, eletricista, gesseiro, carpinteiro, reparador, pintor, armador, encanador, almoxarifado e auxiliar de escritório são destinados a homens e mulheres maiores de 18 anos e que tenham concluído, pelo menos, a quarta série do ensino fundamental.
Além de Belo Horizonte, as aulas serão ministradas em outras 11 regiões metropolitanas do País (Belém, Baixada Santista, Salvador, Campinas, Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal) e mais as cidades de Manaus, Goiânia, Palmas, Maceió, Aracajú, Campo Grande, Vitória e São Luís.
Os beneficiários do Bolsa Família também serão capacitados para a área do turismo. São 27 mil vagas distribuídas pelas 26 capitais e o Distrito Federal. São cursos de garçom, cozinheiro, barman, padeiro, confeiteiro, camareira, arrumador, mensageiro, porteiro, recepcionista, atendente de agência de viagem e auxiliar de eventos.
Os cursos, com duração média de 200 horas, divididas entre teoria e prática, são gratuitos e os participantes receberão transporte e lanche. As inscrições são feitas nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine) ou nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). A participação não é obrigatória e os beneficiários não serão excluídos do Bolsa Família.
SERVIÇO
Formatura das turmas de Plano Setorial de Qualificação para beneficiários do Programa Bolsa Família na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - participação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
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Data: 31 de julho de 2009 (sexta-feira)
Horário: às 16h
Local: Serraria Souza Pinto (Avenida Assis Chateaubriand, 809 - Bairro Floresta, Belo Horizonte/MG)
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