terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Contraponto 1410 - Cristina Kirchner enfrenta PIG da Argentina

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16/02/2010


Cristina Kirchner acusa mídia de 'desinformar' e 'inventar notícias'


Do Vermelho 15 de Fevereiro de 2010 - 23h56

"Há coisas que aguento, e penso continuar aguentando, em nome de meu país e por meu país", disse nesta segunda-feira (15) a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ou apenas CFK. Ela polemizou com os dois maiores jornais do país, o Clarín e o tradicional La Nación – este publicou que Cristina não esteve presa durante a última ditadura militar.

"Como vou me ofender com La Nación por dizer que não estive presa, se eles negaram aos 30 mil desaparecidos... O meu [caso] é uma insignificância", disse a presidente, que na juventude militou na organização Montoneros, peronista de esquerda.

CFK fez o comentário ao inaugurar obras rodoviárias em Santa Cruz. Ela também polemizou diretamente com o Clarín, maior grupo midiático do país, que a acusa de corrupção na licitação de uma hidrelétrica na mesma província, ela o acusou de "inventar"

Cristina disse que as empresas selecionadas têm "20, 40 ou 50 anos no mercado" e que "aqui não há preferências para ninguém". Acusou a mídia de ser usada "para desinformar" e "ocultar as melhoras, o crescimento da indústria".

Por que essa negação, essa mentira permanente? Por que essa difamação?", perguntou, referindo-se ao desmentido de La Nación à sua prisão durante a ditadura.

Para CFK, os veículos "têm todo o direito de dizer que não gostam de nossas políticas, mas para que passar a esse estado de histeria e paranóia midiática, de inventar, de difamar?", criticou a presidente. Ela recordou que os mesmos jornais, durante a ditadura, "mostravam um país que não existia, uma liberdade que não tínhamos".

O governo de Cristina comprou uma briga de grandes proporções com os grandes grupos midiáticos, ao fazer aprovar no Parlamento uma nova lei de mídia, no lugar da que datava do período ditatorial. As novas regras penalizam a concentração midiática. Foram apoiadas pelas centrais e sindicatos de jornalistas, mas fizeram recrudescer o discurso antikirchnerista de veículos como o Clarín e o La Nación.

Da redação, com Página 12
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