domingo, 5 de junho de 2016

Nº 19.560 - "Plano Temer-Anastasia é fulminar Dilma antes do calor da Lava Jato"

Oficialmente, a explicação é a necessidade de permitir que o País possa andar e implementar medidas de ajuste – a equipe de Michel Temer parece convencida a adotar medidas mais duras, como reformas trabalhista e previdenciária, apenas após a interinidade.

No entanto, uma nota publicada neste domingo pelo jornalista Elio Gaspari fornece outra explicação. Ele informa que, em agosto, a Lava Jato explodirá caciques do PMDB e do PSDB, partidos que se associaram para promover o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Já se sabe que serão atingidos 13 governadores e 36 senadores – muitos dos quais já votaram pela admissibilidade do processo de impeachment. Portanto, seria um constrangimento ainda maior, para o processo já visto por grande parcela da opinião pública como uma conspiração de uma oligarquia política corrupta, que se uniu para afastar uma presidente honesta e que não conseguiu estancar a Lava Jato, como desejava, por exemplo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

A pressa de Temer e Anastasia, no entanto,  esbarra no rito definido pelo Supremo Tribunal Federal e na posição do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que já se manifestou contrariamente à tentativa de cerceamento do direito de defesa.

Leia, abaixo, a nota de Gaspari, sobre a chegada da Lava Jato no PMDB e no PSDB: 
CHEGOU A VEZ
 
Pelo andar da carruagem, a partir de agosto, a documentação da Lava Jato explodirá grão-senhores do PSDB e do PMDB nas investigações. Até lá, pingarão vazamentos, mas a partir do mês fatídico virão nomes e, sobretudo, números. Grandes nomes e grandes números.
 
Quem está preocupado deve tomar tranquilizantes e esperar pelo inevitável.

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