A mensagem popular é clara: fora com os usurpadores!
Brasil 247 - 20/05/2016
Wanderley Guilherme dos Santos

O impacto farsesco contamina o Supremo Tribunal Federal, obrigado a empenhar monumental esforço para emprestar ração modestíssima de autenticidade a deliberações de teor antecipado em editoriais intimidantes. Não há como disfarçar a repetida coincidência entre o desempenho do judiciário e o interesse de apressados golpistas. Nem escapa ao conhecimento da opinião pública a voracidade rentista da corporação, embaralhando tratativas constitucionais com irrefreável apetite salarial e por benesses colaterais. Destituído de solenidade crível, a teatralidade das sessões e a linguagem pedantemente rococó, quando não francamente charlatanesca (em despacho, o juiz Sergio Moro registra sua “cognição sumária”, pois aos iniciados não sucedem pedestres “primeiras impressões”), são como cartas de amor, embaraçosamente ridículas. Sem a inocência do lirismo de Fernando Pessoa, contudo.
Nada se sustenta. Podem os interinos tentar seduzir a audiência com
promessas de executar um salto mortal triplo, sem rede, mastigar sem
hesitação lápides fúnebres e beber seis taças de mercúrio cromo. Tirante
a irrelevância das fanfarronadas, nem essas são honradas por
usurpadores. Cabe aos eleitores afanados de seus direitos recusar-lhes
obediência, interpelar a infalibilidade do Supremo Tribunal Federal por
infidelidade constitucional e manter o democrático escracho, forma de
coação moral dentro da legalidade, até que os usurpadores renunciem ou
saiam eleitoralmente derrotados em 2016 e 2018. Pactos laterais
constituiriam assassinato pelas costas ao enorme contingente de
brasileiros que, desde logo, sublevou-se contra o golpe parlamentar.
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