sábado, 15 de abril de 2017

Nº 21.232 - "A falsa moralidade da mídia e do MPF e a impunidade do capital, por Sergio Medeiros"


15/04/017


A falsa moralidade da mídia e do MPF e a impunidade do capital, por Sergio Medeiros


Jornal GGN  - ENVIADO POR SERGIOMEDEIROSR SAB, 15/04/2017 - 11:03




A falsa moralidade da mídia e do MPF e a impunidade do capital


por Sergio Medeiros

Em nome da moralidade(falsa) o Judiciário e o MPF, precipuamente, colocaram no poder a nata da corrupção no país, que esta destruindo todos os direitos sociais e trabalhistas - reforma da previdência, terceirização, reforma trabalhista -, e entregando de forma clara, todo o patrimônio nacional, notadamente da Petrobrás (a venda da Vale do Rio Doce, a preço de banana, chega a passar vergonha perto do que esta se fazendo com os ativos da Petrobrás).
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A economia foi destruída, e ao contrário do que dizem os ilibados Procuradores, quem vai ocupar o lugar das empresas nacionais, não serão outras empresas nacionais puras, mas sim as corruptas empresas multinacionais, com seu vasto currículo de destruição e exploração, através da mais desenfreada corrupção possível que emerge das negociatas internacionais do grande capital rentista e mesmo do capital produtivo e exploratório.

Da mesma forma, a destruição de toda classe política, não importando se culpados ou não, coloca todos em pé de igualdade, e abre espaço para a continuidade do sistema.

Isso por um singelo motivo, não é explicitado qual é a causa da corrupção, que, certamente não são os políticos, estes são o resultado de um sistema econômico que, de todas maneiras, através das grandes empresas e a custa de rios de dinheiro, elege, eleição após eleição, seus prepostos, e desta forma, por via indireta (travestida de democracia) se apropria do Estado e o usa para seus interesses pessoais.

Toda a corrupção sistêmica mostrada, tem uma única origem, o dinheiro da iniciativa privada – que se espraia, via grande mídia, via representantes prepostos de seus interesses, via cooptação do aparato estatal,  judiciário e ministério público – oriundo  de grandes empresas, que buscam apenas o lucro pessoal em detrimento do Estado Brasileiro.

Isso sim é sistêmico – a chamada privatização do estado (que melhor definida seria, a iniciativa privada, de privada só tem o nome, é sócia do Estado (que assume eventual prejuízo e é subtraído de todo direito no caso de eventual lucro)) - , e isto não é privilégio das empresas nacionais, mas sim importação do modus operandi, das grandes empresas multinacionais.

Assim, desta grande  imprensa, que nada mais é do que o porta voz do capital internacional improdutivo - rentista (grandes bancos e conglomerados de investimentos), podemos apenas esperar que, de seu modo costumeiro de agir, que estimule o bordão que tudo deve mudar, mas, manipule a realidade, de tal modo, que a forma de dominação continue a mesma.

A Globo, a Folha de SP, o Estadão, nunca foram imprensa “livre”, são meros porta-vozes do sistema que domina e corrompe o Estado Brasileiro desde sua estruturação inicial.

Portanto, não se espere que deste setor, venha a solução, pois é nele que esta o problema.

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