segunda-feira, 1 de maio de 2017

Nº 21.330 - "Dois vídeos impressionantes que resumem a revoltante repressão da PM à greve geral no Rio; nada disso apareceu nas manchetes de jornais"


01/04/2017


Dois vídeos impressionantes que resumem a revoltante repressão da PM à greve geral no Rio; nada disso apareceu nas manchetes de jornais



Do Viomundo - 01 de maio de 2017 às 12h38

Da Redação
Os vídeos acima e os relatos abaixo falam por si. A PM do Rio atirou bombas e bateu indiscriminadamente nos manifestantes, de forma criminosa. Nenhuma justificativa — enfrentar o “vandalismo” de uns poucos — justifica o que aconteceu. Notem que, obviamente, nada disso saiu nas capas dos jornais, que optaram por criminalizar a Greve Geral.
A repressão foi das mas violentas. E foi a violência mais rápida. Na minha opinião, ficou muito claro que não era nem para acontecer (o protesto). A Polícia Militar sufocou. Foi violentíssimo. Eu diria que ele nem aconteceuAna Carolina Fernandes, autora da foto que viralizou nas redes sociais.
Socorri uma moça com uma criança de 3 anos, que nem estavam na manifestação e só tentavam pegar o metrô, ambas desesperadas com os efeitos do gás. Ajudei pessoas a colocarem panos sobre as bocas, a tentarem manter a calma na plataforma tomada por fumaça. Amparei uma senhora estrangeira que passava mal e estava desorientada (e que depois, chorando, me disse em espanhol que já havia vivido isso décadas atrás). E a Globonews preocupada com tapumes. TAPUMES!!! A Globonews tentando te convencer que a PM agiu em resposta à ação violenta de vândalos! VÂNDALO É O ESTADO, VÂNDALA É ESSA IMPRENSA PANFLETÁRIA, VÂNDALA É ESSA POLÍCIA COVARDE! Simone Miranda, no Facebook.
Um homem atingido por uma bala de borracha no rosto durante protesto na última sexta-feira corre o risco de perder a visão de um dos olhos, conforme informou ao EXTRA uma pessoa próxima à vítima. Ele continua internado do Hospital Municipal Souza Aguiar e deve passar por novos procedimentos. Jornal Extra, que falou em Bandalha na capa mas não relatou a violência policial contra manifestantes pacíficos.
Quando começamos a marchar, mal tínhamos começado, eles já saíram atirando várias bombas — uma caiu do meu lado — e começaram a atirar para cima da população que caminhava pacificamente para iniciar o ato. Na hora que atiraram, exatamente do meu lado tinha uma mãe com uma criancinha de colo que não parava de chorar porque já não conseguia mais respirar por tanto gás lacrimogêneo. Tive que emprestar leite de magnésia para mãe e para várias pessoas ao longo do ato. Gabriela Sarmet, ouvida pelo jornal Extra.