quinta-feira, 14 de julho de 2016

Nº 19.569 - "MPF confirma mais uma vez: Dilma é inocente"


247 - O Ministério Público Federal concluiu que a "pedalada" fiscal envolvendo o Plano Safra, um dos motivos que baseiam o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff no Senado, não é operação de crédito, nem crime.

O órgão investigativo aplicou o mesmo raciocínio para outras "pedaladas" que não estão relacionadas com o pedido de impeachment, como as que envolvem atraso de repasses da União para a Caixa Econômica Federal pelo pagamento de programas como o Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial.

O procurador da República Ivan Cláudio Marx, responsável pelo caso aberto no MP do Distrito Federal, pediu arquivamento do inquérito nesta quinta-feira 14, depois de ter pedido, na última sexta-feira, arquivamento de um caso semelhante relacionado ao BNDES.

Em sua decisão, Marx levantou suspeitas sobre "eventuais objetivos eleitorais" com as "pedaladas" e afirmou que o caso "talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado 'jeitinho brasileiro' em 'criatividade maquiavélica'".

Após o arquivamento do caso de sexta, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediram para que o procurador seja ouvido na comissão do impeachment e a retirada dos autos de documentos relativos ao Plano Safra (leia mais).

"Como que nós vamos processar e julgar uma presidente da República, quando o Ministério Público, que tem a responsabilidade formal de definir o que é crime ou não, diz que não é crime as chamadas pedaladas fiscais?", questionou Gleisi na ocasião, em discurso no plenário.

Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a ação relacionada ao BNDES, Ivan Marx lamentou que o Ministério Público não tenha sido ouvido no processo de impeachment. "Quem tem atribuição de dizer se determinada prática é crime ou improbidade é o MPF. É o único ator que não foi chamado a depor na comissão", disse.


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PITACO DO ContrapontoPIG 


Manda a lógica que no processo de impeachment, a definição de crime de responsabilidade, nos atos presidenciais, fosse preliminarmente determinada pelo MPF e STF. 

Por conivência ou covardia do Judiciário, a Câmara e o Senado tomaram conta da cena e proporcionaram o maior espetáculo de palhaçadas, por meses a fio, jamais vistos na história do País. 

Como resultado, corre-se o risco de se condenar uma presidente honesta e inocente no exercício de seu mandato à contrapelo do que reza a Constituição.

E pior: no período das palhaçadas - sob a direção de um presidente usurpador desonesto e inepto, teleguiado por um sociopata sabidamente corrupto - procede-se no Congresso a aprovação  de um programa altamente danoso ao País. Conquistas sociais e direitos trabalhistas conseguidas em décadas de lutas está sendo anulados. Riquezas da nação correm o  perigo de passarem a mãos estrangeiras. 

A despeito da resistência existente, tudo acontece sob o olhar passivo de grande parte da população que não tem ideia de que está sendo literalmente assaltada, por estar imbecilizada por uma mídia golpista altamente danosa ao País.

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