quinta-feira, 21 de julho de 2016

Nº 19.584 - "Forbes: Traíra vai de joelhos ao FMI"

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 21/07/2016

Forbes: Traíra vai de joelhos ao FMI

E agora, Urubóloga ?


Conversa Afiada - publicado 20/07/2016
 
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O Conversa Afiada reproduz trechos de artigo publicado pela revista Forbes, com o título "A esquerda livrou o Brasil do FMI, mas o novo governo pode precisar dele de novo". Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

O Partido dos Trabalhadores, de esquerda, chegou ao poder graças ao Fundo Monetário Internacional. O povo, cansado de ouvir sobre como o governo devia pagar credores estrangeiros sem ter dinheiro para desenvolver a sua pobre economia, votou fora das elites e elegeu Luiz Inácio Lula da Silva, um agitador de multidões que nunca chegou à Faculdade.
 
E, então, Lula chutou o FMI para longe quando o Brasil pagou os US$ 15,5 bilhões que devia em dezembro de 2005. O governo não estava mais sujeito às exigências do Fundo. Ao contrário, ele virou um credor do próprio FMI.

Ao público, o governo Lula trouxe de volta ao Brasil a sua soberania econômica. Eles odiaram o FMI e por causa disso viraram as costas para o PSDB. Lula rapidamente se tornou o mais popular presidente das Américas, senão do mundo, com índices de aprovação na casa dos 80%. O governo não foi negligente. Ele foi bem em sua promessa. E o mundo ficou positivamente surpreso.

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Hoje, o Brasil precisa do FMI "mais do que nunca", diz Alicia Garcia-Herrero, ex-economista do FMI e atual economista-chefe da Asia-Pacific - Natixis: "O governo interino fez algum progresso com as novas metas fiscais, mas não é transparente, nem tem credibilidade, e será impossível implementá-las nas atuais circunstâncias de um governo interino com baixíssima aprovação da população", ela diz.

O presidente interino, Michel Temer, era o vice da presidenta suspensa, Dilma Rousseff. Temer é integrante de um dos maiores partidos, o PMDB. Caciques do partido, então aliados próximos do PT, conspiraram para remover Dilma do poder quando ficou claro que ela não poderia fazer nada para interromper a crise política resultante das grandes propinas do escândalo da Petrobras. Dilma encara um julgamento no Senado no próximo mês por supostamente mascarar contas fiscais.

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