sábado, 16 de julho de 2016

Nº 19.572 - "Governo derrotou golpe e prendeu líderes na Turquia; conflito deixou mais de 200 mortos "

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16/07/2016

Governo derrotou golpe e prendeu líderes na Turquia; conflito deixou mais de 200 mortos


Jornal GGN - O ministro do interior da Turquia, Efkan Ala, afirmou, na noite de sexta (15), que a tentativa de golpe de estado no país foi repelida pelas forças leais ao presidente Recep Tayyip Erdogan e ao primeiro-ministro Binali Yildirim. Segundo Ala, os líderes da revolta foram presos e a situação “está largamente sob controle”. A informação é da Agência Ansa Brasil.

Com o conflito, 265 pessoas morreram, entre elas 104 militares, e 1.440 estão feridas. Segundo o primeiro-ministro, 20 militares que lideraram o golpe foram assassinados e 2.839 soldados foram presos por participação no ato.

Erdogan estava de férias em um balneário no sul do país e teve de retornar a Istambul após parte das Forças Armadas declarar a tentativa de golpe. O presidente pediu que o povo tomasse as ruas em protestos. Houve confronto em algumas regiões.

O grupo militar chegou a bloquear vias, ocupar estúdios de TV e de mídia e investir contra sedes do governo na tentativa de tomar o poder na Turquia.

O presidente respondeu com tom bélico aos ataques, ordenando ao primeiro-ministro turco que "erradicasse” os helicópteros militares que sobrevoavam Istambul e Ancara atirando contra prédios públicos.

Segundo Erdogan, esta tentativa de golpe foi realizada por uma “minoria” dentro das Forças Armadas que não tem capacidade de unir o país e que tem sido orientada por Fethullah Gülen, opositor autoexilado nos EUA há dez anos. Isso mostra que o movimento Hizmet, liderado por Gülen, é “uma organização terrorista armada”, disse o presidente turco, cujo governo classificou oficialmente o movimento como grupo terrorista em maio.

Por meio de comunicado oficial, o Hizmet negou as acusações de Erdogan e rechaçou a tentativa de golpe militar no país. A nota diz que o movimento tem mais de 40 anos de "compromisso com a paz e a democracia".

O governo disse que o episódio serviu para limpar as Forças Armadas de influências golpistas.
Com Opera Mundi e Agência Brasil

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