segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Nº 20.761 - "O que o Moro foi fazer no velório?​"

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23/01/2017

O que o Moro foi fazer no velório?​


Juiz fazer pronunciamento em velório? Não é uma esculhambação?


Conversa Afiada  - publicado 22/01/2017


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O cachalote, aquele em quem o professor Belluzzo identificou traços do "sábio idiota", foi a Porto Alegre para o velório do Ministro Teori.

"Nem tudo está perdido", disse Moro, de forma enigmática.

"Tudo", o que?

A prisão do Lula para que não seja candidato em 2017 ou 18?

Ou a jurisprudência do "não vem ao caso", no caso de tucanos gordos?

Será que o Moro encontrou no velório o Careca, o "MT", da lista de alcunhas da Odebrecht?

Encontrou aquele que o ACM chamava de Eliseu 'Quadrilha'?

Sorriu, saudou e saiu, ou os cumprimentou efusivamente, como faz quando encontra o Mineirinho na festa da QuantoÉ?

Moro teria feito no velório "um pronunciamento"!

"Pronunciamento" em velório, assegura a Fel-lha.

De fato, isso aqui virou - como diz o Ricardo Melo - uma esculhambação: juiz fazer "pronunciamento" político em velório.

Já não bastam os pronunciamentos políticos que ele emite em sentenças...

Moro disse que Teori era um herói!

"Herói" por que?

Porque não fazia política.

Porque não iria ao velório do Moro?

Porque mandou desqualificar aquele ato criminoso do Moro - o vazamento de um telefonema da Presidenta da República com o cidadão Luis Inácio Lula da Silva?

Crime que, em qualquer país medianamente civilizado, o desqualificaria para continuar a "julgar"?

O Juiz Moro, por acaso, mantinha relações de amizade com o Ministro Teori e ninguém sabia?

O que, apenas, justificaria sua ida ao enterro.

Porque se não era amigo do Ministro Teori e, portanto, jamais seria convidado para tomar assento naquele avião, se não fosse, não tinha nada que ir ao velório.

Ou será que foi fazer política?

A mesma política que exemplarmente tenta punir?


PHA

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