quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Nº 20.057 - "Política da “dor e do sofrimento” – Aposentados por invalidez são as novas vítimas


 

13/10/2016

 

Política da “dor e do sofrimento” – Aposentados por invalidez são as novas vítimas

 

Cafezinho


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 Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

O governo de Temer é um governo que, por vingança de classe, quer produzir o máximo de dor e sofrimento para suas vítimas. Emprega o mesmo método policial e vingativo planejado, em 2012, para o ‘tratamento’ de viciados em crack pelo governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Naquela época o secretário de Justiça de Alckmin, ao justificar a política de violência e repressão imposta na Cracolândia, defendeu que a situação dos viciados seria resolvida com “dor e sofrimento”. Segundo ele, o objetivo das medidas tomadas não era convencer os usuários a buscarem tratamento, mas tornar a vida deles insuportável – “Não é pela razão, é pelo sofrimento”, afirmou.

A PEC 241 começou atingindo as crianças com deficiência. Alegando “contrariedade ao interesse público”, o presidente Michel Temer vetou o artigo que elevava os recursos destinados às “prefeituras que cuidam, nas creches municipais, de crianças com deficiência, amparadas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC)”.

Hoje, o jornal O Globo noticia que os aposentados com invalidez começam a sentir na pele o sofrimento planejado por Michel Temer:
“Alguns bancos de médio porte, com forte atuação no segmento de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, começaram a suspender esse tipo de financiamento a clientes com menos de 60 anos que estão aposentados por invalidez. Isso porque 1,1 milhão desses benefícios, concedidos há mais de dois anos, estão sendo revisados, e quem for considerado apto a voltar ao mercado de trabalho ou não comparecer à perícia perderá a aposentadoria, segundo informou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como a prestação do consignado é descontada diretamente na folha de pagamento do INSS, os bancos temem que muitos desses clientes possam ficar inadimplentes.”

Para quem tinha ainda alguma ilusão, esses fatos servem para demonstrar que o governo Temer não poderá, para se legitimar com as elites do grande capital e com a classe média zumbi que consome a droga (em forma de entretenimento e informação) traficada pela Globo, deixar de impor a maior quantidade possível de “dor e sofrimento” para os pobres no país.

O que os bancos temem, na verdade, é que sendo 99% dos médicos peritos favoráveis ao golpe de Temer, venham a rever em massa, sem consideração pelo sofrimento efetivo, as aposentadorias dos pobres inválidos. Os grupos que apoiam Temer querem sentir o contentamento de ver montado o inferno na Terra para aqueles que, supostamente durante o governo Lula, eram os grandes beneficiários dos recursos sociais. A visão do sofrimento é o que garante, para as elites e a classe média, que a era Lula está sendo varrida. Por isso, o governo Temer capricha tanto em sua política malévola.

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