segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Nº 20.029 - "1964 x 2016: eram os IPM, agora os 'IPF' "

 

10/10/2016

 

1964 x 2016: eram os IPM, agora os “IPF”


acusa


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Os mais velhos, como eu, se lembram como era na ditadura.

Aos que o regime considerava seus inimigos, abria-se um IPM, Inquérito Policial Militar.

Abriram-se centenas, milhares, praticamente contra toda a esquerda, fosse trabalhista ou marxista.
E não só, também contra liberais progressistas, como JK.

E até contra alguns dos golpistas, como Carlos Lacerda.

Agora, o IPM é o IPF, “Inquérito da Polícia Federal”.

Todos eles caminhos para chegar  a Lula, contra quem já se abriram 4 ou 5.

Seve qualquer coisa, apartamento, sítio, pedalinho, guarda de caixotes e, agora, as palestrares remuneradas, feitas muito tempo depois de ele ter deixado o governo.

Mas foi propina, da “propinocracia” do Dr. Dallagnol.

Será que foram propinas as que fez para a Globo e para a Microsoft?

Será que não propinas as que fazem e fizeram FHC e Bill Clinton?

Certamente não são as palestras pelas quais se cobra ingresso do Dr. Moro.

As coisas são assim quando se entra numa ditadura.

Na de 64 também o Congresso e o Judiciário funcionavam.

Alguém, em sã consciência, pode acreditar numa posição de isenção de policiais, procuradores e juízes em relação a Lula?

Agem como uma matilha, que ataca de todos os lados, para sangrar, sangra, sangrar o “inimigo” imenso, até que ele não tenha mais forças para defender-se.

Cada vez mais junto-me aos que não têm ilusões sobre o comportamento da Justiça.

Assistimos a um linchamento com formalidade. Cada vez menos formalidades.

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