quinta-feira, 6 de abril de 2017

Nº 21.162 - "TIJOLAÇO: O “HÁBIL” TEMER LANÇA “PACOTE DE RECUOS” NA PREVIDÊNCIA"

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06/04/2017

TIJOLAÇO: O “HÁBIL” TEMER LANÇA “PACOTE DE RECUOS” NA PREVIDÊNCIA


Brasil 247 - 6 DE ABRIL DE 2017 ÀS 14:52



Jornalista Fernando Brito comenta a demonstração de fragilidade política de Michel Temer, que já mudanças nos principais pontos da reforma da Previdência; "Na prática, tudo volta à estaca zero até que se anuncie, nas mudanças admitidas, quais serão as regras a serem votadas. Dificilmente o relator, Arthur Maia, conseguirá, mesmo nisso, produzir uma fórmula mágica, aceitável a todos. A esta altura, o Governo aceita aprovar qualquer coisa, para não sofrer uma derrota", diz Brito


Por Fernando Brito, do Tijolaço


Michel Temer mostrou que está apavorado com a possibilidade de rejeição total – ou quase total – de sua proposta de reforma previdenciária.

E, em consequência, anunciou um “pacote de recuos” na entrevista que deu hoje a José Luiz Datena, na Band: nas regras de transição para o novo regime; pensões; nas regras para trabalhadores rurais; nos benefícios de prestação continuada e na aposentadoria de professores e policiais.

Disse que inegociável é a idade mínima, mas também nisso terá de ceder, talvez nas próprias regras de transição e não tocou na questão dos 49 anos de contribuição, duas outras questões que geram imensa polêmica.

Tantos recuos de uma só vez enfraquecem a posição do governo na cooptação de parlamentares.

Na prática, tudo volta à estaca zero até que se anuncie, nas mudanças admitidas, quais serão as regras a serem votadas.

Dificilmente o relator, Arthur Maia, conseguirá, mesmo nisso, produzir uma fórmula mágica, aceitável a todos.

A esta altura, o Governo aceita aprovar qualquer coisa, para não sofrer uma derrota.

A questão, agora, é que a reforma já ganhou, pela brutalidade original, a rejeição pública e dela dificilmente se livrará com ajustes, por mais extensos que sejam.

E os deputado sentiram na prática a sua possibilidade de colocar o pé no pescoço do governo.

Como dizem os gaúchos antigamente, cachorro que comeu ovelha, não tem jeito, só matando.

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