segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Nº 20.545 - "Moro aceita denúncia contra Lula, outra vez? E poderia ser diferente?"

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19/12/2016



Por · 19/12/2016
tanquemoro


Sabe aquela velha história de que não se sabe o que vai sair da cabeça de juiz? Esqueça.

Aqui, agora, todo mundo já sabe o que o juiz vai decidir, e isso é sinal de que não há justiça.

Os jornais anunciam que Sérgio Moro aceitou mais uma denúncia contra Lula, a apresentada semana passada pelos rapazes da Força Tarefa, agora sobre o prédio que é do Lula mas não é do Lula e o apartamento do vizinho de Lula, que não é do Lula , mas é do Lula.

Nada descreve melhor a equação que, desde o início dos tempos, move os operadores da Lava Jato: tudo de  escuso, obscuro ou levemente suspeito tem que ser do Lula.

As cartas nem mesmo estão marcadas, estão viradas, mesmo.

A parcialidade de Sérgio Moro nem precisa de sinais, está evidente.
 
Pergunte a dez pessoas se Moro condenará Lula e onze responderão que sim.
Aliás, com tantos processos, não importa que sejam por quinquilharias que soam ridículas para quem é apontado nos powerpoint dos procuradores como “o grande chefe do maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, talvez Moro possa absolve-lo em um, para mostrar como é “bonzinho” e condená-lo em vários outros.

Isso, claro, se conseguir conter o ódio que lhe transborda.

Mais do que provas, falta nas ações contra Lula o mínimo de lógica.

Os que seriam seus subordinados roubaram dezenas de milhões de dólares; o que seria  “chefe” nem ganhou um apartamento no Guarujá…

O palestrante que ganhava milhões de reais por palestas para empresas – várias delas, como a Globo e a Microsoft – não poderia ter retirado delas um ou dois para comprar um apartamento, se o quisesse comprar?

Nem afetaria seu patrimônio, porque, afinal, não recebia pessoalmente os recursos destas palestras, senão no reembolso de despesas das próprias atividades.

Ontem, na Folha, Lula era “denunciado” por receber tratamento de chefe de Estado ao visitar Angola.
Aqui, recebe o de “inimigo do Estado”, dado pelas corporações que nele se encastelam, guardiões seletivos da moralidade, destruidores do Brasil.

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