segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Nº 20.492 - "General, com todo o respeito, maluco não anda em penca"

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12/12/2016

 

General, com todo o respeito, maluco não anda em penca

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É bom que o general Eduardo Villa Boas, comandante do Exército, tenha dito hoje, ao Estadão, que  há “chance zero” de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder.

E melhor ainda que tenha acrescentado que ““nós (os militares)  aprendemos a lição. Estamos escaldados”.

De fato, nada fez mais mal à Forças Armadas que o regime em que, afinal, como dizia Leonel Brizola, “amarraram a vaquinha para  outros mamarem”.

Mas o general, talvez por prudência, não é sincero ao dizer que os apelos à intervenção militar é obra apenas de “tresloucados”.

Maluco não anda em penca, não é, general?

É claro que existe uma articulação, vinda não se sabe de onde, para que aconteçam coisas assim.
O próprio Villas Boas dá pistas de que a situação não é tão tranquila, ao dizer que “a reserva (é), sempre mais arisca, mais audaciosa”, mas “até o momento está bem, sob controle”.

Sob controle, sim, mas cheia de gente que se empolga com um movimento sedicioso de militares, uma loucura – aí sim – que não se sustenta, no século 21, nem em países como o Egito e Turquia.
E que, na absurda hipótese de acontecer, atrairia para as Forças Armadas um rancor pela perda de Democracia na qual, até agora, ela não tem participação demeritória alguma.

É certo que dentro das Forças Armadas, por uma herança obtusa, há muita “força cega”. Mas não falta, em oposição, inteligência, a mais importante arma militar.

Oficiais superiores que compreendem que sem desenvolvimento e investimento, não há força que se adeque à sua missão de defesa da nação.

Missão que, aliás, é impossível quando se abdica de um projeto nacional.

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