domingo, 18 de setembro de 2016

Nº 19.975 - "Revista Veja dá show de crueldade – Lula é posto na galeria dos decapitados, junto com Lampião, Antônio Conselheiro e Tiradentes."

 

18/09/2016 

 

Revista Veja dá show de crueldade – Lula é posto na galeria dos decapitados, junto com Lampião, Antônio Conselheiro e Tiradentes.

 

Do Cafezinho - 

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Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho 

A Veja, em um show ignóbil de maldade, deu expressão chocante e aberta ao seu desejo de liquidar o líder mais importante das lutas populares que o Brasil já teve. Luís Inácio da Silva,  Lula, por artes da capa da revista, passou à seleta galeria dos decapitados da história brasileira, assim como antes dele, Virgulino Ferreria da Silva, Lampião, Maria Bonita e Antônio Conselheiro.

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Uma galeria imponente essa onde, ao lado dos já citados, figura também Tiradentes, cuja cabeça, depois do corpo esquartejado, foi enviada para a então Vila Rica, atual Ouro Preto, numa gaiola para ser exposta num grande poste ficando em praça pública. Na época, quando não existia a mídia, pendurar na ponta de um poste era uma forma de dar publicidade. Hoje, a mesma função é exercida pela capa de uma revista – dar publicidade e tornar visível o recado do terror.

O poste em Ouro Preto onde a cabeça de Tiradentes ficou exposta, tornou-se conhecido como o “poste da ignomínia”. Na praça da cidade há uma placa fixada no granito onde se lê:  “Aqui em poste de ignomínia esteve exposta sua cabeça”.

A mesma designação pode vir a ser aplicada à revista-estaca Veja –  A revista da ignomínia.

Numa das capas mais bizarras que a imaginação do jornalismo brasileiro já concebeu, a revista entrou no clima de Estado Islâmico, ou de expedição volante em caça a cangaceiros, reencenado o auto da decapitação. Dessa vez a vítima foi Lula, e o objetivo parece não ter sido apenas o de passar um atestado de falecimento para um símbolo das lutas populares no Brasil. A página inteiramente coberta em vermelho sangue, parece expressar uma intenção, ou pior, já que em tempo de crises, os mentecaptos dispostos a tudo proliferam, indicar um alvo.

E esse alvo, marcado para morrer, não seria apenas o nome que expressa os anseios de mudança na história congelada do Brasil, seria também, junto com ele, as esperanças de milhões em uma redução do imenso fosso social no país através da democracia.

Essa função de necrotério histórico ou instituto médico legal da democracia, a Veja certamente adoraria representar. Mas talvez tenha que esperar um pouco. Como diz o ditado, praga de urubu magro não pega em cavalo gordo. E Lula é um cavalo gordo quando o assunto é prestígio popular e intenções de voto para 2018.


MÁQUINA CRÍTICA contra os ZUMBIS DA MÍDIA
 
Bajonas Teixeira

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