quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Nº 20.044 - "Estadão pede a cabeça de Ministro da Justiça. Saia justa para Temer"

 

28/09/2016

 

Estadão pede a cabeça de Ministro da Justiça. Saia justa para Temer

capaestadomoraes

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O Estadão decreta hoje que o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, perdeu as condições de permanecer no cargo, “se é que algum dia as teve”.

Numa e noutra questão, até aí, o velho jornal paulista pouco faz senão registrar o óbvio.

O mais significativo é o que vem logo a seguir, no texto:

Infelizmente, porém, o presidente Michel Temer, sabe-se lá por que razões, preferiu contemporizar, correndo o risco de ter de enfrentar novas crises em razão do comportamento irresponsável de Moraes. No momento em que precisa demonstrar ao País que seu governo está à altura do desafio de superar o desastre herdado da administração lulopetista, Temer não pode ter ministros que sofrem de incontinência verbal e exploram a visibilidade de seus cargos de maneira oportunista. 

Daí em diante, para tentar fugir de outro óbvio, o de que Moares tinha todas as informações sobre o que iria acontecer, o jornal aceita como acaso as “coincidências” que o Marcelo Auler listou ontem. O encontro, parte dele reservado, com o chefe da PF em são paulo na sexta feira, antes de ir para Ribeirão Preto “vazar” a prisão de Antonio Palloci – ex-prefeito da cidade – vai na conta da mega-sena.
A Lava Jato, tal como é conduzida seletivamente, é intocável. Delegados e procuradores são a entourage celestial do Deus Moro.

Mas Temer não é e o jornalão, como diz a gíria gaúcha, tacale pau:

“Só velhas relações de compadrio (com Temer, por suposto) podem explicar como o dono desse desastroso currículo virou ministro da Justiça”.

A esta altura, o coro “Capitão Nascimento” de pede pra sair sobre  Moares é ensurdecedor, dentro e fora do Governo.

Como só Temer e Moraes sabem a razão do compadrio, o presidente usurpador está perto de arranjar seu segundo Cunha, dono de segredos que podem mostrar que ele, além de não ser belo, não vive num mundo tão lá recatado.

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