quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Nº 19.952 - " 'Mandem para o matadouro'. Afinal, o único juiz do Brasil é Sérgio Moro "

 

15/09/2016

 

“Mandem para o matadouro”. Afinal, o único juiz do Brasil é Sérgio Moro

saudacao



Por  
 
O Brasil vive uma distorção judicial tão gigantesca que surpreende que muitas pessoas de bem ainda não estejam percebendo.

Não é possível, em país algum do mundo, que se admita tamanha concentração de poder nas mãos de um único juiz, e juiz de primeira instância.

Aqui, se você quer destruir alguém, pouco importando se há ou não provas para isso, “manda pro Moro”.

Anteontem, os comentaristas da Globonews festejavam o fato de – e sou livre para falar, porque a figura embrulha-me o estômago” – “vai cair nas mãos do Moro”.

Ontem, o mesmo, em relação a Lula, com a encampação da versão meramente retórica do Ministério Público de que este seria o “comandante da propinocracia”,  tendo recebido como paga uma reforma num apartamento  muito distante de ser um luxo e que, afinal, não é dele, mas pensou-se em vender ou dar  a ele e pela armazenagem de umas caixas de presentes que ele foi obrigado a levar e conservar, sem que o Estado assumisse suportar essa guarda, ainda mais porque ele sequer recebe pensão pelo cargo exercido.

(Curioso é que ninguém se interessa em saber como foi a guarda e por quem foi paga a guarda do acervo de Fernando Henrique Cardoso, durante quatro anos, até que este criasse, com milhões dados pelo Itaú, pelo Bradesco e por Antonio Emírio de Marais, o sei Instituto FHC)

A mídia e a direita (quase o mesmo, no Brasil) têm este sonho obsessivo em relação a seus adversários políticos.

O Supremo Tribunal Federal, exceto pelo seu ativista-mor, Gilmar Mendes, tornou-se um cúmplice desta deformação monstruosa desta deformação do princípio do “juiz natural”, porque só existe, na prática, um juiz no Brsil: Sérgio Fernando Moro.

A ele cabe ratificar (95% de condenações!) o massacre providenciado pela força tarefa de prepotentes do Ministério Público, pois até os poucos “fatiamentos” feitos até aqui foram tratados como tentativas de produzir “pizzas” e colocaram os outros juízes diante d obrigação de ser como ele, sob pena de serem moralmente massacrados.

Todos têm afinal, de agir como o “anjo vingador”. Até o Ministro Teori Zavascki – que agora vem com uma vergonhosa retificação do despacho onde chamou de “embaraços à Justiça” o simples exercício do direito de defesa de Lula. Um juiz que, num simples despacho, não consegue conter seu furor de antipatia pode ser chamado de isento?

Como partidários ou simplesmente como covardes, as estruturas judiciais brasileiras estão entregues à vontade de Sérgio Moro e sua entourage de rapazes do MP.

É lá, numa Vara que se destina a julgar, quase que com exclusividade nacional, todos os casos de corrupção – ou de suposta corrupção, mesmo que só amparados pelas jeitosas “delações” de quem tem de escolher se acusa ou passa anos preso, vão parar.

É lá o matadouro.

Abatem-se lá os políticos que se opõem ao status quo e aqueles que, o tendo servido, já não servem mais.

Minúscula e tirânica é a Justiça que só um homem faz e pode fazer e à qual as instâncias que lhe são formalmente superiores  mas moralmente reduzidas vassalagem jamais contradizem, acovardadas diante do seu poder midiático.

(Aliás, mesmo quando condenam uma decisão flagrantemente ilegal como gravar a então presidenta da República, não acontece nada, porque não há nenhuma punição por tê-lo feito e divulgado, mesmo sabendo que era ilegal)

Quando um só homem se assenhora da Justiça o que se tem é a tirania.

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